No mês passado, o hotel de hospedagem de animais que eu costumava frequentar fechou as portas.


Não foi uma fuga, foi uma extinção legal após o término do contrato.
Três dias antes do fechamento, ainda estavam realizando uma promoção de armazenamento para o 618.
Segui o grupo de defesa do consumidor e descobri o modo de operação dessas pessoas,
Depois de ver, fiquei todo arrepiado de frio.
Isso não é hospedagem, é uma máquina legal de arrecadação disfarçada de cuidado com os animais de estimação.
A técnica de operação é a seguinte: primeiro, registra uma estação central na zona suburbana, usando um galpão de criação abandonado,
com custo extremamente baixo.
Depois, aluga um espaço no centro da cidade para abrir um hotel de hospedagem luxuoso,
decorado como um hotel cinco estrelas, com escadas de gato com temperatura controlada,
monitoramento 24 horas, na recepção duas purificadoras de ar.
Cada animal é cobrado a trêscentos por dia, e nos feriados o valor dobra.
Vinte gatos cobrem o custo, cinquenta gatos geram lucro direto.
Depois de arrecadar uma quantidade suficiente de armazenamento,
a filial no centro da cidade anuncia o fechamento para upgrade,
informando que não há reembolso, mas você pode levar seu animal ao centro principal para continuar hospedando.
Você dirige até a porta do centro principal e descobre que é uma barraca de ferro ao lado de uma rodovia nacional,
dentro dela, todas as gaiolas de ferro com beliches.
Seu gato persa se encolhe no canto, uma orelha está calva,
a gaiola ao lado, uma boneca de pano, lambe incessantemente suas patas.
Mas você não tem tempo de se preocupar, porque o contrato diz que, exceto por negligência grave da parte do contratante,
a resposta ao estresse do animal é um risco normal.
A definição de negligência grave está na cláusula 8, item 3 do adendo,
aquela página você não baixou na hora.
O mais absurdo é que essa empresa possui mais três filiais,
marcas diferentes, mesmo representante legal.
Em cada contrato, está marcado o “endereço da estação central”.
Você não consegue encontrar esse lugar no mapa,
mas ele existe legalmente e está de acordo com a lei de proteção animal.
Na semana passada, passei por aquela rua,
o antigo endereço já estava desocupado.
Na porta de vidro, uma folha A4 dizia que uma nova loja estava prestes a abrir.
Não especificaram a categoria.
Fiquei na porta verificando as vagas de emprego,
e descobri que eles estavam recrutando assistentes veterinários,
uma das descrições do cargo dizia: “responsável por acalmar emocionalmente na área de hospedagem”.
Lembrei daquela boneca de pano que lambe incessantemente suas patas,
e de repente percebi que essa tal de “calma emocional”
poderia ser apenas dar um pouco mais de tempo para os animais, entre serem abandonados e não serem reclamados.
A folha A4 foi levantada pelo vento,
e por baixo, estava a antiga tabela de preços da loja fechada.
A foto da suíte suprema ainda era aquela persa de olhos semicerrados.
Na parte inferior do cartaz, havia uma frase: “Nós a consideramos a única”,
com um fundo de foto de todos os membros armazenados na data de abertura.
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