O primeiro-ministro japonês envolvido numa polémica sobre moedas Meme: após a SANAE TOKEN disparar 40 vezes, depois despenca — e uma “mão pesada” do regulador está prestes a cair.

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Gate News 消消息, o caso SANAE TOKEN, onde a política japonesa e o mercado das criptomoedas se entrelaçam, continua a intensificar-se. A controvérsia em torno de saber se este token obteve a aprovação do primeiro-ministro japonês ainda não arrefeceu, e ao mesmo tempo também tem um impacto direto na direção da regulação cripto no Japão.

O token foi lançado na rede Solana em 25 de fevereiro de 2026, pela NoBorder DAO, e foi promovido usando o nome e a imagem da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. No dia do lançamento, o preço chegou a disparar mais de 40 vezes, mas após 2 de março, quando Sanae Takaichi negou publicamente qualquer ligação ao projeto, o token desabou rapidamente cerca de 58%, abalando de forma evidente a confiança do mercado.

O caso foi então escalado. Segundo divulgado pela imprensa japonesa, a revista《Shukan Bunshun》, o programador Matsui Ken terá informado antecipadamente o Gabinete do Primeiro-Ministro de que o projeto se enquadrava em ativos cripto, tendo inclusive recebido feedback positivo a nível de secretariado. Esta afirmação contrasta com as declarações oficiais anteriores de “desconhecimento total”, mas até ao momento o Gabinete do Primeiro-Ministro ainda não respondeu formalmente.

Acompanhamento rápido por parte da entidade reguladora. A Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) já abriu uma investigação à NoBorder DAO, com foco nas suas alegadas condutas de operar serviços de cripto sem licença. Em paralelo, o Parlamento japonês está a analisar um projeto de lei crucial, que pretende transferir os ativos cripto do enquadramento da《Lei dos Serviços de Pagamento》para o quadro da《Lei dos Instrumentos Financeiros e das Transações》, de modo a permitir uma regulamentação mais rigorosa.

O novo projeto de lei propõe aumentar significativamente as sanções para a emissão e venda de ativos cripto sem licença; a pena máxima pode mesmo subir para 10 anos, e o limite máximo das coimas para 10 milhões de ienes japoneses. Além disso, as autoridades japonesas de valores mobiliários e de regulação das transações vão obter pela primeira vez poderes para investigações criminais sobre o setor cripto e reforçar os mecanismos de proteção dos investidores, por exemplo, com a revogação por defeito de transações com entidades não registadas.

O caso SANAE TOKEN não só desencadeou uma controvérsia política, como também se tornou um importante fator catalisador para a atualização da regulação. À medida que a investigação avança e o progresso legislativo se concretiza, o patamar de conformidade do mercado cripto japonês poderá aumentar de forma significativa.

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