Uma Primeira Vez! O Tribunal Brasileiro Está Utilizando a Tecnologia Blockchain para Notificações Legais em um Caso de Fraude com Bitcoin!

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Um tribunal brasileiro permitiu o uso de tokens não fungíveis (NFT ‘s) para informar os possuidores de Bitcoin desconhecidos envolvidos em um esquema de pirâmide de 900 milhões de dólares alegadamente ligado à BWA Brasil.

Tribunal do Brasil Aprova Ofícios Judiciais Baseados em NFT no Caso de Fraude em Bitcoin

Esta ação legal utiliza a tecnologia blockchain para apresentar notificações legais diretamente a endereços de carteira suspeitos de manter fundos desviados.

O administrador nomeado pelo tribunal que conduz os processos de falência da BWA apresentou um pedido de aprovação para notificação digital através de NFTs. O juiz decidiu a favor e disse o seguinte:

“Os credores que sofreram milhões de dólares em perdas não devem ser prejudicados mais do que os atrasos legais em acompanhar inovações tecnológicas.”

A decisão permite que o tribunal emita NFTs que contêm documentos legais e os envie para endereços de carteira associados ao esquema, mesmo que os proprietários não possam ser identificados.

O Ministério Público destacou a importância da suspensão do prazo de prescrição em relação às alegações sobre os ativos de Bitcoin adquiridos com fundos credores, apoiando a proposta.

BWA O Suposto Esquema de Pirâmide Cripto do Brasil

Fundada em 2017 por Paulo Roberto Ramos Bilibio, a BWA Brasil se promoveu como uma empresa de investimento em Bitcoin e prometeu um retorno fixo mensal de 5%, um número irrealista tendo em conta a natureza volátil do Bitcoin.

A empresa congelou os processos de levantamento de fundos no início de 2020, deixando os investidores com perdas superiores a 52,2 milhões de dólares. O caso da empresa, que foi colocada sob recuperação judicial pela primeira vez em julho de 2020, foi posteriormente elevado a processos de falência devido à falta de pagamento de compensações aos clientes.

A Bilibio e a sua parceira Jessica da Silva Farias estão alegadamente a usar os depósitos dos clientes para comprar Bitcoin e atualmente afirmam ter acumulado cerca de 11.200 BTC, com um valor estimado superior a 900 milhões de dólares. Ambos os suspeitos continuam em liberdade.

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