Uma pesquisa recente revelou que aproximadamente entre 2,3 milhões e 3,7 milhões de bitcoins foram permanentemente perdidos em todo o mundo, representando entre 11% e 18% do fornecimento máximo de 21 milhões. De acordo com o relatório de 2025 publicado pela Ledger, esses bitcoins foram principalmente perdidos devido a proprietários que esqueceram as chaves privadas, faleceram sem transferir o acesso, ou por carteiras antigas que não podem ser recuperadas.
Ao contrário das moedas fiduciárias, que podem ser emitidas continuamente, o limite total de bitcoins está codificado no protocolo. Quando esses tokens desaparecem permanentemente, a oferta disponível no mercado diminui. Diversas instituições de dados on-chain, incluindo a Glassnode, indicam em seus modelos econômicos que, quando a oferta diminui e a demanda permanece estável ou aumenta, o centro de preço tende a subir. “Cada bitcoin que não pode mais ser utilizado torna os ativos restantes mais valiosos”, afirmou um analista.
É importante notar que a quantidade de bitcoins perdidos é uma estimativa, e não uma estatística precisa. Os pesquisadores geralmente avaliam o potencial de perda rastreando carteiras que não realizaram transações por anos e que estão em estado de sono profundo. Embora não seja possível verificar se cada bitcoin realmente não pode ser recuperado, mesmo considerando a estimativa mais conservadora, a redução na oferta disponível já é bastante significativa.
Essa descoberta gerou amplo debate na comunidade. Os apoiantes argumentam que os bitcoins perdidos equivalem a uma “queima permanente”, reforçando ainda mais sua escassez, e por isso a lógica de serem chamados de “ouro digital” está sendo reafirmada. Há também quem lembre que a escassez não é o único fator que impulsiona a alta dos preços; o ambiente macroeconômico, o sentimento do mercado e o fluxo de capital também exercem influência profunda.
A longo prazo, a perda permanente de bitcoins, combinada com o mecanismo de halving, reforça as características deflacionárias da rede. Especialistas apontam que essa redução estrutural pode, aos poucos, alterar a percepção do mercado sobre o volume real de bitcoins em circulação, podendo também se tornar uma variável-chave nos modelos de avaliação futura. Para investidores focados no valor de longo prazo do bitcoin, essa tendência provavelmente continuará a influenciar o cenário de mercado.
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