O Banco Popular da China, em conjunto com vários departamentos governamentais, reafirmou mais uma vez que as criptomoedas e os negócios relacionados são considerados atividades financeiras ilegais, nomeadamente destacando as stablecoins atreladas ao renminbi, que, tanto na emissão quanto na circulação dentro e fora do país, enfrentarão restrições e repressões mais severas.
(Resumo anterior: UBS alerta: preocupação com o dólar a aumentar, a participação de reservas em renminbi pode subir para 10%)
(Complemento de contexto: Como afeta o renminbi digital que gera juros ao setor financeiro digital de Hong Kong?)
O Banco Popular da China, juntamente com outros oito departamentos, publicou a 6 de fevereiro um aviso sobre a prevenção e o tratamento de riscos relacionados com criptomoedas, reafirmando a posição das ativos virtuais no sistema financeiro chinês.
O aviso indica claramente que criptomoedas como Bitcoin, Ethereum, Tether, entre outras, possuem características de “não serem emitidas por autoridades monetárias, utilizarem tecnologia de criptografia e livros-razão distribuídos ou tecnologias similares, existirem em formato digital”, mas não possuem curso legal, não devendo nem podendo ser usadas como moeda em circulação no mercado.
Explicado de forma simples, Pequim reafirma que, embora esses tokens possam ser transferidos, armazenados e negociados tecnicamente, sob a ótica da legislação e regulação chinesa, não podem ser considerados “moeda” e não desfrutam do mesmo status e proteção que a moeda fiduciária.
Este aviso do governo chinês lista e classifica individualmente os negócios relacionados a criptomoedas como atividades financeiras ilegais. Inclui,
Tudo isso pode estar relacionado à venda ilegal de tokens ou títulos, emissão pública não autorizada de valores mobiliários, operação ilegal de negócios de valores mobiliários e futuros, captação ilegal de recursos, entre outros atos ilícitos.
Nos últimos anos, modelos de operação no mercado cinzento na China, como negociações, matchmaking, emissão de moedas e gestão de tokens, agora estão incluídos na categoria de “atividades financeiras ilegais” sob o quadro regulatório atual, com as autoridades reforçando que devem ser “proibidas estritamente e reprimidas de forma resoluta, de acordo com a lei”.
Nesta notificação, as stablecoins foram destacadas individualmente, sendo uma das principais sinalizações de regulação. O documento aponta que as stablecoins atreladas à moeda fiduciária, na circulação, desempenham, na prática, algumas funções da moeda legal.
A notificação afirma claramente que, sem a devida autorização das autoridades competentes, nenhuma entidade ou indivíduo, dentro ou fora do país, pode emitir stablecoins atreladas ao renminbi no exterior.
Essa informação levou os participantes do mercado a relacionar com a recente queda do mercado de criptomoedas, onde a taxa de troca de stablecoins atreladas ao dólar por renminbi fora do mercado aumentou rapidamente, indicando que as autoridades chinesas devem intensificar a repressão às trocas e negociações não autorizadas de stablecoins.
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