Acabei de ficar a par do que aconteceu durante o fim de semana—parece que as negociações de paz com o Irão desmoronaram completamente, e agora a Casa Branca em lockdown está a lidar com algumas consequências graves nos mercados. Segunda-feira de manhã foi difícil em todos os setores.



Então, aqui está o que aconteceu: após o colapso do acordo de cessar-fogo, os EUA moveram-se para bloquear as rotas comerciais do Irão, e o petróleo subiu imediatamente. O crude Brent disparou 7,3% para $102 o barril, o que honestamente não é surpreendente, dado que as interrupções no Estreito de Hormuz já elevaram os preços em mais de 40% desde que tudo começou. Os mercados asiáticos sofreram bastante—Hong Kong, Tóquio, Seul, Sydney todos caíram cerca de 1%. Os futuros do S&P 500 caíram 0,7%, a Europa ainda pior, com -1,4%.

O que é interessante, no entanto, é que o mercado não entrou em pânico total. Russel Chesler, da VanEck Sydney, apontou que os traders parecem acreditar que Trump não vai escalar ainda mais ou tentar controlar o estreito de forma direta. Mas aqui está o problema—as preocupações com a inflação estão definitivamente voltando. Enquanto o petróleo permanecer elevado, essas preocupações só vão piorar. E, com base na situação de oferta, provavelmente estamos a caminho de preços altos sustentados por um tempo.

A verdadeira história aqui é o que isso significa para os fluxos de energia. Saul Kavonic, da MST Marquee, observou que o bloqueio dos EUA agora está cortando mais 2 milhões de barris por dia de petróleo relacionado ao Irão. O risco principal que todos estão observando é se Trump vai escalar com mais ataques—isso poderia ameaçar toda a infraestrutura da região, o que honestamente pode ser uma ameaça de longo prazo maior do que o próprio conflito.

Os mercados de câmbio também estão ficando interessantes. O euro enfraqueceu cerca de 0,3% para $1,1687, e o dólar se fortaleceu em todos os setores à medida que as expectativas de inflação aumentaram. Moedas sensíveis ao risco, como o dólar australiano, também sofreram uma queda. O que realmente chama atenção é como isso está mudando as apostas dos bancos centrais. Antes de tudo isso, os traders apostavam em cortes de taxas ou manutenção das taxas pelo BCE e pelo Banco da Inglaterra. Agora? Todo mundo está precificando possíveis aumentos de taxas. A pressão inflacionária é real.

A situação do Japão é particularmente complicada. Espera-se que as taxas continuem a subir, mas a volatilidade do mercado está deixando os traders hesitantes quanto a um aumento do Banco do Japão neste mês. Enquanto isso, o forint húngaro disparou para máximas de vários anos após o governo nacionalista de Orban ser afastado nas urnas.

Resumindo: a tensão geopolítica voltou à tona, o petróleo não vai baixar tão cedo, e os bancos centrais terão que lidar com uma inflação que de repente parece mais persistente. Os mercados de títulos e ações já estão precificando isso, mas talvez ainda não tenhamos terminado com a reavaliação. Fique atento para ver se Trump realmente segue com mais ações militares—esse é o verdadeiro coringa aqui.
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