Acabei de olhar para o desempenho do ouro na última década e honestamente os números são bastante interessantes. Um investimento de mil euros em ouro em 2016 estaria agora em torno de 2.360 dólares - um ganho sólido de 136%. Nada mal para algo que fica apenas num cofre a parecer bonito, certo?



Mas aqui é onde fica complicado. O S&P 500 superou tudo com 174% de retorno no mesmo período. Portanto, se estás a procurar apenas por retornos, as ações têm sido a melhor aposta. Dito isto, o ouro está a fazer algo diferente - é aquela proteção que as pessoas procuram quando as coisas ficam complicadas. Lembra-se de 2020, quando tudo era caos? O ouro subiu 24% só nesse ano.

A verdadeira questão sobre os movimentos do preço do ouro é que eles não seguem o mesmo padrão das ações. As ações geram receita, as empresas crescem, as avaliações fazem sentido. O ouro? Ele simplesmente existe. Sem fluxos de caixa, sem relatórios de lucros. Mas esse é o ponto - quando a inflação dispara ou as questões geopolíticas ficam estranhas, as pessoas correm para ele. No ano passado, subiu 13% em meio a toda a confusão da inflação.

Olhar para o futuro, as previsões sugerem que o ouro pode chegar a 3.000 dólares por onça este ano. Não é uma garantia, obviamente, mas a narrativa em torno dele como diversificador ainda se mantém. É entediante, é defensivo, mas quando os mercados entram em queda, é aí que o ouro costuma fazer o seu papel. Nem todo investimento precisa de um salto até à lua.
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