O Brasil lança uma grande repressão contra pirâmide de criptomoedas ligada a $500 esquema de branqueamento de dinheiro

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As autoridades federais brasileiras lançaram uma ampla operação de aplicação da lei com o objetivo de desmantelar uma grande rede criminosa acusada de lavar bilhões através de uma estrutura de pirâmide baseada em criptomoedas.

Denominada Operação Kryptolaundry, a investigação tem como alvo um grupo supostamente ligado a Glaidson Acácio dos Santos, amplamente conhecido como o “Faraó do Bitcoin”, uma figura anteriormente associada ao esquema da GAS Consultoria, que colapsou. A Polícia Federal afirma que a rede usava transações em criptomoedas e empresas de fachada para movimentar e ocultar fundos ilícitos em grande escala.

As buscas abrangem o Brasil e a Europa

Como parte da operação, os investigadores executaram 24 mandados de busca e emitiram nove ordens de prisão preventiva. As autoridades confirmaram que oito suspeitos foram detidos, com seis prisões realizadas no Distrito Federal do Brasil e duas na Espanha, destacando o alcance internacional do esquema alegado.

A investigação sugere que a rede permaneceu ativa muito além da exposição inicial da GAS Consultoria, adaptando sua estrutura para continuar operando sob a aparência de atividade de investimento legítima.

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Dezenas de milhares de vítimas afetadas

De acordo com estimativas da polícia, o esquema pode ter impactado pelo menos 62.000 vítimas em todo o Brasil. Os investigadores acreditam que o grupo gerou R$404 milhões em lucros ilícitos, enquanto lavava um volume muito maior de fundos ao longo do tempo.

Em resposta, um tribunal federal autorizou o congelamento de até R$685 milhões em ativos, incluindo imóveis de alto padrão, fazendas e propriedades comerciais. As autoridades afirmam que esses ativos foram usados para mascarar a origem dos proventos ilegais e integrá-los na economia formal.

Estrutura complexa de lavagem

Os investigadores alegam que a organização se baseava em empresas de fachada e entidades de estilo de investimento projetadas para se assemelhar a fundos regulamentados. Essa estrutura supostamente permitiu que o grupo canalizasse dinheiro para ativos em criptomoedas, movesse valor através das fronteiras e obscurecesse trilhas de transação.

Os investigados podem enfrentar acusações relacionadas a fraude financeira, lavagem de dinheiro e participação em uma organização criminosa, dependendo do resultado do processo judicial.

A Operação Kryptolaundry marca uma das ações de aplicação da lei mais significativas do Brasil direcionadas a crimes financeiros habilitados por criptomoedas, sublinhando o crescente escrutínio sobre esquemas que misturam ativos digitais com mecanismos tradicionais de fraude.

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