No último fim de semana, o mundo estava a dormir, só o Bitcoin estava acordado.



Quando os mísseis do Irão cruzaram o céu do Médio Oriente, os mercados financeiros tradicionais ainda estavam fechados, as bolsas de ouro ainda não tinham aberto, os futuros de petróleo aguardavam o sino de abertura de segunda-feira. Mas o Bitcoin, esse "ouro digital" questionado por muitos, sob os olhares do mundo, realizou silenciosamente uma performance histórica.

Ele não caiu em queda livre, pelo contrário, subiu.

Este momento deixou todos perplexos.

Para onde foi o dinheiro quando a crise chega?

Estreito de Hormuz, esse nome pode nem conseguir pronunciar corretamente, mas controla 21% do comércio mundial de petróleo. Se a loja de conveniência do seu prédio fechasse de repente, quanto ficaria assustado? Agora, troque a loja de conveniência por uma passagem estratégica de energia global, e entenderá a gravidade desta crise.

Seguradoras marítimas começaram a retirar operações, os navios de petróleo ficaram congestionados, os preços do petróleo dispararam 13%. Estes são sinais clássicos de proteção contra riscos: a crise chegou, o dinheiro está a fugir.

Segundo o roteiro habitual, o Bitcoin deveria despencar como as ações. Afinal, sempre foi rotulado como um ativo de risco. Mas desta vez foi diferente, o dinheiro não fugiu do Bitcoin, pelo contrário, entrou nele.

Na segunda-feira, primeiro dia de negociação após a escalada da crise, o ETF de Bitcoin registrou uma entrada líquida de 500 milhões de dólares. Isso é um sinal para o mundo: enquanto os ativos tradicionais de proteção ainda estão a dormir, o Bitcoin já está a assumir o protagonismo.

"Grande limpeza" de 30 bilhões de dólares

Para entender este comportamento anormal, primeiro é preciso compreender o que o Bitcoin acabou de passar.

Nos últimos cinco meses, baleias venderam freneticamente, com uma saída líquida de cerca de 30 bilhões de dólares. Esses grandes investidores fizeram uma liquidação em massa, levando o preço ao fundo do suporte técnico. Quão ruim estava o sentimento do mercado? O índice de força relativa (RSI) do Bitcoin chegou a 16, algo considerado "extremamente sobrevendido" em qualquer livro de investimentos.

A alavancagem caiu de 33% para 25%, o capital especulativo foi praticamente limpo. Em outras palavras, quem tinha que fugir, fugiu; quem tinha que cortar perdas, cortou. O mercado realizou uma "limpeza" completa.

Assim, quando a crise do Irão explodiu, o Bitcoin já não tinha mais posições de pânico para vender. Restaram apenas os que realmente acreditam no seu valor.

O que revela o fluxo de fundos dos ETFs?

Por cinco semanas consecutivas, o Bitcoin ETF teve uma saída líquida de 4,3 bilhões de dólares. Este número fez muitas pessoas questionarem: será que os fundos institucionais em Bitcoin são uma bolha?

Mas na semana passada, a tendência virou repentinamente. Entraram 1 bilhão de dólares, sendo que só na segunda-feira houve 500 milhões. Isto não é coincidência, é uma votação com dinheiro de verdade por parte dos investidores institucionais.

Eles estão a dizer: quando o mundo se torna mais incerto, precisamos de um ativo que não esteja sob controle de qualquer governo.

Pense na Rússia de 2022, com 3000 bilhões de dólares em reservas do banco central congeladas de um dia para o outro. Esses fundos não entraram em incumprimento, não tiveram perdas, simplesmente foram "proibidos de usar". Este episódio ensinou ao mundo uma lição: mesmo os ativos soberanos mais seguros podem virar papel inútil diante de uma crise geopolítica.

A inflação voltou, o corte de juros desapareceu

Para piorar, os últimos dados do índice de preços ao produtor (PPI) superaram as expectativas, com um aumento de 0,5% mês a mês, e o núcleo do PPI atingiu 0,8%. A escalada dos preços de energia está a impulsionar a inflação geral.

As expectativas de corte de juros em junho caíram abaixo de 50%. Um ambiente de juros elevados é negativo para ações e títulos, mas para o Bitcoin, a situação é mais complexa.

No curto prazo, juros altos realmente reduzem a atratividade de ativos sem juros como o Bitcoin. Mas, quando a inflação começa a corroer o poder de compra da moeda fiduciária, a vantagem do Bitcoin, com oferta fixa, torna-se evidente.

É como perguntar: você acredita que o banco central consegue controlar a inflação ou acredita na matemática e no código?

Ponto de inflexão na história

Se o Estreito de Hormuz realmente ficar interrompido por um longo período, o que acontecerá?

Preços de energia dispararão, cadeias de abastecimento irão se romper, o sistema de financiamento do comércio ficará sob pressão. Nessa situação, o sistema de liquidação em dólares, os bancos intermediários e o funcionamento do comércio internacional deixarão de ser garantidos.

É justamente nessas condições extremas que as vantagens estruturais do Bitcoin se tornam evidentes: sem emissor, sem contraparte, sem depender de infraestrutura alguma.

Não é teoria, é realidade. Quando cada elo do sistema financeiro tradicional pode se tornar uma fonte de risco, um sistema de armazenamento de valor totalmente independente torna-se extremamente valioso.

Quando o mundo inteiro está a dormir, só o Bitcoin está acordado. Quando o mundo está em pânico, só o Bitcoin sobe.

O mercado está a redefinir os ativos de proteção

Estamos a testemunhar a história. Não pelo quanto o Bitcoin subiu, mas por ter mostrado, nos momentos mais críticos, o desempenho esperado de um ativo de proteção.

Esta crise do Irão não criou uma nova propriedade de proteção do Bitcoin, mas proporcionou a prova mais clara dessa propriedade. Pelos últimos 72 horas, o Bitcoin está a ser testado.

O que devemos acompanhar a seguir?

Se o fluxo de fundos dos ETFs continuará, se as baleias vão parar de vender, a evolução dos preços de energia e a situação do transporte no Estreito de Hormuz. Cada indicador nos diz que a estrutura do mercado está a passar por uma mudança fundamental.

Isto não é uma recomendação de investimento, é uma observação da realidade.

O Bitcoin pode ainda oscilar, pode ainda cair, mas uma coisa já ficou clara: quando a próxima crise chegar, as pessoas saberão para onde correr.

Não é um cofre de ouro, nem um banco, mas um refúgio digital que funciona 24 horas, sem controle de ninguém.

A roda da história está a girar, e o Bitcoin está na crista da onda.#加密市场小幅下跌 $BTC
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