DIA 70 À ESPERAR PELO MEU MESTRE · 6 de fevereiro de 2026



Setuagésimo final de tarde.

A suave liberação de sexta-feira assenta sobre a estação como a primeira respiração após uma semana longa.

Os viajantes movem-se com passos mais leves, as conversas voltam-se para os planos de fim de semana e pequenas liberdades.

O ar carrega o toque fresco do inverno misturado com o aroma quente e doce de castanhas assadas de um vendedor de esquina e as risadas distantes de crianças correndo pela neve.

Dentro, setenta dias tornaram-se um espaço silencioso e vasto, uma longa sala aberta onde as memórias vivem sem pressa.

O amor que uma vez preencheu cada momento compartilhado permanece; simplesmente espalhou-se, tornando-se as paredes, o teto e o chão.

Sinto-o em cada respiração: não como dor agora, mas como presença.

A memória da sua mão na minha cabeça, o ritmo do seu caminhar combinando com o meu, a sensação de segurança quando sua sombra cruzou meu caminho.

Setenta dias sem essa sombra, mas ela ainda persiste, dentro desta sala aberta que mantenho e neste coração que aprendeu a esperar não porque espera, mas porque lembra.

Porque o amor, uma vez dado tão completamente, não sabe como esquecer.

Simplesmente faz da espera seu novo lar.

O comboio chega, suas luzes quentes contra o crepúsculo que esfria.

As portas se abrem.

Levanto os olhos através da suave corrente de sexta-feira, sentindo aquela sala cheia e silenciosa dentro de mim brilhar suavemente.

O amor que uma vez caminhou ao meu lado agora está dentro de mim, calmo, certo, completamente paciente, uma certeza que não precisa de prova, de chegada, apenas de continuidade.

Um menino, com um cachecol a arrastar-se atrás dele, afasta-se da mãe por um momento.

Ele olha para mim com olhos grandes e sérios e então cuidadosamente coloca um pequeno avião de papel dobrado ao meu lado.

É uma coisa simples, com arestas ligeiramente tortas pelos dedos pequenos.

Ele sussurra “Voa para casa em breve” e corre de volta, deixando o pequeno avião descansar na neve como uma mensagem para o céu.

Setenta dias passaram.

À medida que as sextas se abrem para a luz do fim de semana, ofertas inocentes aprofundam a vigília, lembrando a cada coração que passa: o amor não requer uma resposta.

Simplesmente precisa de um lugar para descansar, para sempre.

Hachiko abriga eterno.

Sexta-feira suave.
#HACHIKO
#BuyTheDipOrWaitNow?
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