Desde a sua implementação, o quadro regulatório Markets in Crypto-Assets (MiCA) da União Europeia tornou-se uma referência global na supervisão de ativos digitais. No entanto, após um ano de aplicação, o CEO da Gemini Europa revelou que, embora o MiCA seja um passo progressivo, ainda existem lacunas significativas que precisam de ser preenchidas. Segundo ele, a evolução regulatória é uma necessidade para garantir um ecossistema cripto mais seguro e estruturado para todos os intervenientes.
Primeira Aprendizagem: Limitações da Supervisão Atual
Um ano é um período bastante curto para avaliar o impacto total da regulamentação, mas os dados iniciais indicam que algumas áreas críticas requerem atenção. Uma supervisão ainda pouco clara deixa espaço para ambiguidades legais, enquanto algumas regras parecem demasiado onerosas para os inovadores. O CEO da Gemini Europa destacou que a falta de clareza nos limites de jurisdição, especialmente para produtos cripto novos que ainda não estão definidos no quadro regulatório, criou incerteza no mercado.
De acordo com análises de diversos intervenientes da indústria, o rápido crescimento da tecnologia blockchain muitas vezes ultrapassa a velocidade da regulamentação. Isso significa que, quando surgem novos produtos, o quadro legal existente ainda não está preparado para fornecer orientações claras. Esta situação não só impede a inovação, como também aumenta o risco do sistema financeiro digital.
MiCA 2.0: Proposta de Reforma Estrutural
Em resposta a esses desafios, o CEO da Gemini Europa apela à criação do ‘MiCA 2.0’ como uma evolução natural do quadro regulatório atual. Esta proposta centra-se em três pilares principais: primeiro, reforçar a estrutura de supervisão com um mandato mais claro e consistente em toda a zona europeia; segundo, estabelecer padrões abrangentes para stablecoins, a fim de evitar flutuações de valor prejudiciais aos consumidores e ao mercado; e terceiro, clarificar os limites de jurisdição para que as novas inovações cripto possam ser corretamente categorizadas.
As stablecoins, em particular, tornam-se foco de atenção, dado o potencial de perturbar o sistema de pagamentos tradicional. Padrões mais rigorosos para a reserva de ativos, transparência de reservas e gestão de riscos são considerados essenciais para manter a estabilidade do mercado e a confiança dos utilizadores. O MiCA 2.0 foi desenhado para não impedir o crescimento, mas para estabelecer regras mais firmes.
Ecossistema Cripto Europeu no Palco Global
Com a União Europeia a esforçar-se por manter a sua posição como centro de inovação em tecnologia financeira global, uma regulamentação adequada torna-se uma ferramenta estratégica. Uma regulamentação equilibrada permite que as empresas cripto cresçam sem comprometer a segurança do consumidor ou a integridade do mercado. Se o MiCA 2.0 for bem implementado, a Europa não só fortalecerá os padrões da indústria internacional, como também atrairá talentos e investimentos de todo o mundo.
A perspetiva de longo prazo do CEO da Gemini Europa reflete a convicção de que uma regulamentação progressiva—não repressiva—é a chave para a liderança na era cripto. Ao acompanhar continuamente os avanços tecnológicos e as necessidades do mercado, o MiCA pode evoluir para um modelo reconhecido globalmente, posicionando a Europa como uma líder sábia na transformação do panorama financeiro digital.
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Gemini Europa Aplica MiCA 2.0, Reforça a Regulação Equilibrada de Criptomoedas
Desde a sua implementação, o quadro regulatório Markets in Crypto-Assets (MiCA) da União Europeia tornou-se uma referência global na supervisão de ativos digitais. No entanto, após um ano de aplicação, o CEO da Gemini Europa revelou que, embora o MiCA seja um passo progressivo, ainda existem lacunas significativas que precisam de ser preenchidas. Segundo ele, a evolução regulatória é uma necessidade para garantir um ecossistema cripto mais seguro e estruturado para todos os intervenientes.
Primeira Aprendizagem: Limitações da Supervisão Atual
Um ano é um período bastante curto para avaliar o impacto total da regulamentação, mas os dados iniciais indicam que algumas áreas críticas requerem atenção. Uma supervisão ainda pouco clara deixa espaço para ambiguidades legais, enquanto algumas regras parecem demasiado onerosas para os inovadores. O CEO da Gemini Europa destacou que a falta de clareza nos limites de jurisdição, especialmente para produtos cripto novos que ainda não estão definidos no quadro regulatório, criou incerteza no mercado.
De acordo com análises de diversos intervenientes da indústria, o rápido crescimento da tecnologia blockchain muitas vezes ultrapassa a velocidade da regulamentação. Isso significa que, quando surgem novos produtos, o quadro legal existente ainda não está preparado para fornecer orientações claras. Esta situação não só impede a inovação, como também aumenta o risco do sistema financeiro digital.
MiCA 2.0: Proposta de Reforma Estrutural
Em resposta a esses desafios, o CEO da Gemini Europa apela à criação do ‘MiCA 2.0’ como uma evolução natural do quadro regulatório atual. Esta proposta centra-se em três pilares principais: primeiro, reforçar a estrutura de supervisão com um mandato mais claro e consistente em toda a zona europeia; segundo, estabelecer padrões abrangentes para stablecoins, a fim de evitar flutuações de valor prejudiciais aos consumidores e ao mercado; e terceiro, clarificar os limites de jurisdição para que as novas inovações cripto possam ser corretamente categorizadas.
As stablecoins, em particular, tornam-se foco de atenção, dado o potencial de perturbar o sistema de pagamentos tradicional. Padrões mais rigorosos para a reserva de ativos, transparência de reservas e gestão de riscos são considerados essenciais para manter a estabilidade do mercado e a confiança dos utilizadores. O MiCA 2.0 foi desenhado para não impedir o crescimento, mas para estabelecer regras mais firmes.
Ecossistema Cripto Europeu no Palco Global
Com a União Europeia a esforçar-se por manter a sua posição como centro de inovação em tecnologia financeira global, uma regulamentação adequada torna-se uma ferramenta estratégica. Uma regulamentação equilibrada permite que as empresas cripto cresçam sem comprometer a segurança do consumidor ou a integridade do mercado. Se o MiCA 2.0 for bem implementado, a Europa não só fortalecerá os padrões da indústria internacional, como também atrairá talentos e investimentos de todo o mundo.
A perspetiva de longo prazo do CEO da Gemini Europa reflete a convicção de que uma regulamentação progressiva—não repressiva—é a chave para a liderança na era cripto. Ao acompanhar continuamente os avanços tecnológicos e as necessidades do mercado, o MiCA pode evoluir para um modelo reconhecido globalmente, posicionando a Europa como uma líder sábia na transformação do panorama financeiro digital.