Visão geral da tempestade de mercado de 2025: Desde a aposta de Bitcoin de Michael J. Saylor até 11 momentos que mudaram o cenário financeiro

O mercado financeiro de 2025 assemelha-se a um filme repleto de reviravoltas — momentos de lucros vertiginosos e quedas abruptas. Este ano, desde os escritórios dos traders de Wall Street até ao mercado cambial de Istambul e à bolsa de títulos de Tóquio, investidores globais vivem uma verdadeira montanha-russa de “jogo de confiança”. Entre elas, o confronto liderado porไมเคิล เจ. เซย์เลอร์ da MicroStrategy contra Jim Chanos tornou-se o espetáculo mais destacado desta tempestade financeira — uma aposta final sobre o valor futuro do Bitcoin. Não é apenas uma competição entre dois mestres do investimento, mas um choque de entendimentos sobre o “capitalismo na era digital”.

ไมเคิล เซย์เลอร์ e o sonho do império Bitcoin: de caçador de posições vendidas a declaração de vitória

Quando Jim Chanos anunciou que iria fazer short na ação da MicroStrategy, ninguém imaginou que se tornaria uma das disputas mais dramáticas de 2025. A lógica de Chanos parecia irrefutável: o preço das ações da MicroStrategy estava seriamente supervalorizado em relação à quantidade de Bitcoin que possuía. Ele decidiu “fazer short na MicroStrategy enquanto mantinha Bitcoin a longo prazo” e anunciou publicamente essa estratégia em maio.

ไมเคิล เซย์เลอร์ não recuou. O fundador da MicroStrategy afirmou, em junho, à Bloomberg TV, que “não acho que Chanos compreenda o nosso modelo de negócio”. Ainda mais radical, Chanos respondeu nas redes sociais X, chamando a explicação de Chanos de “completamente absurda”. A discussão evoluiu para um debate abrangente sobre o valor do Bitcoin, alavancagem financeira e governança corporativa.

Mas os números não mentem. Em julho, as ações da MicroStrategy atingiram uma máxima histórica, subindo 57% desde o início do ano até julho. Contudo, com o aumento do número de gestores de ativos digitais e a queda dos preços das criptomoedas após o pico, a diferença de valor entre MicroStrategy e Bitcoin começou a diminuir. Em 7 de novembro, Chanos anunciou que iria “vender tudo”, e o preço das ações da MicroStrategy já tinha caído 42% desde o pico.

O que essa disputa revela não é apenas quem vence ou perde, mas uma lei de mercado mais profunda: quando a “confiança” é o único suporte, uma vez abalada, o “prêmio de avaliação” evapora rapidamente. ไมเคิล เซย์เลอร์ apostou na valorização do Bitcoin usando alavancagem agressiva e gestão de ativos empresariais, mas, com a reversão do sentimento do mercado, esse modelo amplifica riscos.

A armadilha da alavancagem em ativos digitais

A história da MicroStrategy revela uma verdade crucial: quando o valor de uma empresa depende principalmente de “confiança de mercado” e não de “fluxo de caixa”, qualquer mudança na expectativa psicológica pode atuar como catalisador. Nesse confronto, o short de Chanos rendeu 94% de retorno — mais uma confirmação de que o velho princípio de que “bolhas eventualmente estouram” se mantém.

O alarme de AI de Michael Burry: de prever a crise de 2008 a fazer short em gigantes de tecnologia

Michael Burry voltou a ser o arauto de advertências. Famoso pelo filme “A Grande Aposta”, o lendário investidor de posições vendidas revelou, em novembro de 2024, um documento 13F impressionante: posições de put em Nvidia e Palantir.

Os preços das opções de venda de Burry eram surpreendentes: o preço de exercício da Nvidia era 47% abaixo do preço de fechamento na divulgação, e o da Palantir, 76% abaixo. Não se tratava apenas de uma cobertura de risco comum — era um sinal claro de alerta de mercado. Burry parecia dizer: essas empresas, tidas como “salvadoras” na era da IA, estão supervalorizadas.

A divulgação foi como um fósforo acendendo o “palheiro” do mercado. Logo após, as ações da Nvidia, uma das maiores do mundo, despencaram, assim como as da Palantir. Embora tenham se recuperado posteriormente, Burry revelou nas redes sociais que as opções de venda de Palantir, compradas por US$1,84, subiram 101% em menos de três semanas.

A ação de Burry revela uma verdade de mercado que há muito tempo é ignorada: o boom da IA é real, mas a narrativa em torno dela está extremamente inflada. Quando o mercado é dominado por “algumas poucas ações líderes de IA, fluxo passivo massivo e baixa volatilidade”, qualquer dúvida sobre essa estabilidade pode desencadear uma reação em cadeia. Essa é a advertência de Burry: por trás da aparente calmaria, acumulam-se riscos enormes.

Geopolítica remodela o mapa de investimentos: o surgimento de ações de defesa na Europa

Quando Trump anunciou cortes na ajuda militar à Ucrânia, a indústria de defesa europeia recebeu seu maior “dividendo político” dos últimos anos. Essa mudança é profunda: ações de defesa, antes evitadas por muitos gestores por princípios ESG, tornaram-se o novo queridinho de investimentos responsáveis.

O caso da Rheinmetall AG é emblemático. A ação da fabricante alemã de defesa subiu cerca de 150% desde o início do ano até 23 de dezembro. Similarmente, a italiana Leonardo SpA avançou mais de 90%. Ainda mais dramático, alguns gestores, como Pierre Alexis Dumont, da Sycomore Asset Management, afirmaram claramente: “Reintroduzimos ativos de defesa em nossos fundos ESG no começo do ano. O paradigma de mercado mudou.”

Qual é a essência dessa mudança? Quando o risco geopolítico aumenta, “considerações morais” muitas vezes cedem lugar à “necessidade de sobrevivência”. O boom de ações de defesa e o surgimento de “títulos europeus de defesa” indicam uma virada de era: a segurança nacional voltou a ser prioridade na tomada de decisão de investimento. Bancos emitiram até “títulos europeus de defesa”, estruturados como “títulos verdes”, mas com fundos destinados a fabricantes de armas e outros.

A reversão definitiva no mercado de títulos japonês

Um trade que atormentou short sellers por décadas foi o de títulos do governo japonês. A lógica parecia perfeita: o Japão, com sua dívida pública colossal, teria que subir as taxas de juros, e os títulos, cair de valor. Mas a política de estímulo ultraexpansionista do Banco do Japão, anos a fio, fez os shorts sangrarem.

Até 2025, a situação virou de cabeça para baixo. O aumento das taxas pelo Banco do Japão e o anúncio do novo primeiro-ministro Fumio Kishida de um grande pacote fiscal reacenderam o “feno seco”. A rentabilidade dos títulos de 10 anos ultrapassou 2%, atingindo máximas em décadas; os títulos de 30 anos subiram mais de 1 ponto percentual, atingindo recordes históricos.

Em 23 de dezembro de 2025, o índice de títulos do governo japonês da Bloomberg caiu mais de 6%, sendo o pior desempenho entre os principais mercados globais. Para gestores como PIMCO, Jupiter e RBC Blue Bay, o retorno de fazer short em títulos japoneses neste ano foi surpreendente — a recompensa final por uma paciência de longo prazo.

A história do mercado japonês ensina uma verdade antiga: no mercado, o sucesso final costuma ficar com quem consegue suportar por muito tempo até a mudança de paradigma.

O estranho boom do mercado de ações na Coreia e a “traição” dos investidores domésticos

Na classificação global de principais índices, o KOSPI da Coreia liderou com mais de 70% de alta — uma performance quase “K-pop”. O impulsionador foi a política de estímulo ao mercado de capitais do presidente Lee Jae-myung. Ele até propôs, durante a campanha, uma meta de KOSPI em 5.000 pontos, algo bastante audacioso num cenário onde a maioria dos líderes políticos evita dar números específicos ao mercado.

Surpreendentemente, bancos de investimento como JPMorgan Chase e Citigroup já indicam que essa meta pode ser atingida até 2026. Parte do otimismo vem do boom global de IA, que reforça a posição da Coreia como “ferramenta de negociação de IA na Ásia”.

Porém, há um “desaparecido” evidente: os investidores domésticos sul-coreanos. Apesar das promessas de reformas de Lee, eles continuam a ser “net sellers” — transferiram US$330 bilhões para o mercado de ações dos EUA e buscam investimentos de maior risco, como criptomoedas e ETFs alavancados no exterior. Isso revela uma realidade inquietante: mesmo com apoio oficial do governo, os investidores locais mantêm uma “dúvida estrutural” sobre o valor de longo prazo do mercado interno.

O exemplo da Coreia mostra que o estímulo governamental tem limites — pode elevar preços de curto prazo, mas não altera a avaliação fundamental dos participantes do mercado.

A “jogo político” das criptomoedas: do Trump coin ao colapso do World Liberty Financial

Após a volta de Trump à Casa Branca, a euforia com ativos ligados a ele atingiu níveis surpreendentes. Em poucas horas, Trump lançou uma meme coin e promoveu nas redes; logo depois, Melania também lançou sua própria moeda; e, por fim, a World Liberty Financial, relacionada à família Trump, lançou o token WLFI, permitindo que investidores de varejo participassem.

Tudo parecia uma espécie de “competição de celebridades” financeira — investidores pareciam comprar uma “crença política” e não um ativo. Em 23 de dezembro de 2025, a Meme coin de Trump caiu mais de 80% desde o pico de janeiro; a de Melania quase colapsou, com queda de quase 99%; e a ação da American Bitcoin (empresa de mineração fundada por Eric Trump) caiu cerca de 80% desde o pico de setembro.

A mensagem dessa história é aguda: mesmo com “apoio de Washington”, esses ativos não escapam às leis básicas do mercado de criptomoedas — subir de preço → fluxo de alavancagem → liquidez se esgota → queda de preço. O apoio político dá um impulso narrativo de curto prazo, mas não sustenta valor de longo prazo.

Fannie Mae e Freddie Mac: de “gêmeos tóxicos” a “salvadores” em uma reviravolta

Desde a crise de 2008, essas duas gigantes do financiamento habitacional, sob controle do governo dos EUA, vivem uma eterna discussão: será possível reformá-las? Investidores como Bill Ackman mantêm ações dessas empresas na esperança de uma “milagre de privatização”.

Em 2025, esse sonho pareceu começar a se concretizar. Com a expectativa de que o governo Trump adotasse uma política de “desregulamentação agressiva”, as ações da Fannie Mae e Freddie Mac foram tomadas por uma onda de especulação do tipo “meme stock”. De janeiro até o pico de setembro, suas ações subiram 367% — números de tirar o fôlego.

Em agosto, surgiram notícias de que o governo estaria considerando uma reintrodução via IPO, potencialmente arrecadando US$300 bilhões. Isso alimentou a imaginação dos investidores. Em novembro, Ackman enviou uma proposta de 6.000 palavras ao White House, detalhando um roteiro para transformar essas empresas de “ativos tóxicos” em estrelas do mercado. Michael Burry também entrou na conversa, demonstrando otimismo.

Embora a data de realização ainda seja incerta, o mercado já decidiu: esses símbolos de crises financeiras passadas estão sendo reinterpretados como “beneficiários de reformas”.

O colapso relâmpago do Carry na Turquia: uma lição de risco político

Em 2025, a Turquia virou o “paraíso” do Carry trade: títulos do governo com rendimento acima de 40%, enquanto o banco central prometia manter a estabilidade monetária. Instituições como Deutsche Bank, Millennium Partners e Gramese Capital investiram bilhões.

Mas, em 19 de março, tudo desabou em minutos. Na manhã daquele dia, o prefeito opositor de Istambul foi detido, provocando protestos em massa. A lira turca foi vendida em pânico, e o banco central não conseguiu conter a depreciação. Cerca de US$100 bilhões de capital saíram do mercado turco no mesmo dia.

A mensagem é clara: rendimentos elevados nunca compensam o risco político. Uma lição dura para todos os que praticam Carry.

O efeito “barata” no mercado de crédito: riscos crescentes

Quando Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, alertou em outubro, usou uma metáfora marcante: “Quando você vê uma barata, geralmente há muitas escondidas no canto” — referia-se às crescentes inadimplências no mercado de crédito.

Falências ou reestruturações de Saks Global, New Fortress Energy, Tricolor e First Brands revelam um problema profundo: em anos de juros baixos e crédito frouxo, muitas “empresas zumbis” sobreviveram. Instituições de crédito nem perceberam que essas empresas estavam usando “hipotecas repetidas” e “fraudes de garantias conjuntas”.

Isso sugere que, em 2026, o mercado de crédito pode descobrir ainda mais “baratas” — riscos ainda não liberados.

Ouro e a “troca de depreciação monetária”

Em 2025, o temor de depreciação de moedas e dívida governamental atingiu o auge. Estados Unidos, França e Japão, com dívidas enormes e sem vontade política de resolver a questão, levaram investidores a buscar refúgios em ouro e criptomoedas — a chamada “troca de depreciação monetária”.

Em outubro, esse movimento atingiu o ápice: preocupações com o futuro fiscal dos EUA, somadas à ameaça de um “fechamento do governo mais longo da história”, fizeram investidores correrem para ativos fora do dólar. Ouro e Bitcoin atingiram máximas históricas — uma situação rara, pois esses ativos costumam ser considerados “concorrentes”.

Conclusão: as lições profundas da tempestade de mercado

O mercado financeiro de 2025 nos ensina uma verdade fundamental: em condições extremas, decisões individuais — seja a aposta deไมเคิล เซย์เลอร์ no Bitcoin, as opções de Burry, ou outras estratégias — podem moldar o cenário de mercado. Mas também nos alerta: investimentos baseados em “apoio político”, “emoção” ou “alavancagem” inevitavelmente passarão pelo teste da realidade. Os investidores que vencem as bolhas não o fazem por acertarem na direção, mas por perceberem quando elas vão estourar.

Quando 2026 chegar, os participantes do mercado devem lembrar-se: neste mundo de “altos riscos” e “reversões rápidas”, a prudência sempre será mais inteligente que a ousadia.

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