Se quisermos descrever o setor de criptomoedas em 2025 com uma palavra, essa é “reversão”. Fundadores ficarão desaparecidos no dia do TGE, hackers serão mortos por suas próprias verbas ilícitas, o detetive on-chain Gabagool passará de caçador de criminosos a ladrão, enquanto toda narrativa absurda indica o quão louco esse mercado pode ser. As histórias que aconteceram neste ano são suficientes para envergonhar qualquer roteirista.
De detetive on-chain a procurado: a reversão de identidade de Gabagool como o maior drama do ano
Em uma conferência presencial em maio, aconteceu a mais surreal “现场认脸” do mundo cripto — o fundador da Aerodrome, Alex Cutler, de repente reconheceu o desenvolvedor chamado proxystudio, que na verdade era o infame detetive on-chain Gabagool.eth de anos atrás.
A história começa em 2022. Na época, Gabagool, ativo na comunidade DeFi, era famoso por suas habilidades de rastreamento on-chain, sendo considerado por muitos projetos como um “inimigo dos hackers”. Mas, ironicamente, esse “justiceiro” usou de sua posição para desviar cerca de 35 mil dólares do wallet do seu próprio time no projeto Velodrome. Após a exposição, Gabagool só conseguiu devolver o dinheiro sob pressão da comunidade e do projeto, mas sua identidade foi gradualmente desaparecendo da vista do público.
O que ninguém imaginava é que esse detetive “reformado” acabaria se tornando o sócio principal do proxystudio — o AI token launcher na Base — até que, na conferência FarCon, uma cena revelou que um antigo caso, há muito esquecido, foi reaberto de uma noite para o dia. A equipe do Clanker reagiu rapidamente, emitindo uma declaração de rompimento de parceria. Essa reviravolta “offline” superou qualquer rastreamento on-chain.
Fundadores desaparecem em massa: do desaparecimento no TGE ao sumiço no Myanmar
Em fevereiro, o projeto DIN deu uma lição à comunidade: o que é “falhar no momento crucial”. No dia do TGE (Token Generation Event), o fundador do projeto, Harold, desapareceu repentinamente, impossibilitando contato com a equipe por horas. Só depois, por meio das redes sociais de Harold, soube-se que ele alegava estar na Birmânia e que havia perdido sua carteira multi-sig e seu laptop.
Mais surreal ainda: apesar do desaparecimento do fundador e da perda da carteira, a equipe do DIN anunciou que o lançamento do token não seria afetado, tendo a aprovação de 2/3 da multi-sig, e seguiria conforme planejado. Essa combinação estranha de “pessoa desaparecida, token lançado” instantaneamente provocou discussões na comunidade — seria uma tragédia real ou uma jogada de marketing cuidadosamente planejada? Independentemente da verdade, esse evento trouxe uma “surpresa” ao projeto, embora mais parecesse uma onda de questionamentos.
Hacker contra-ataca: o estranho desaparecimento de 2930 ETH roubados
Em abril, uma cena de “a mantis captura a cigarra, o predador fica de fora” foi encenada na blockchain. O hacker que atacou zkLend em fevereiro, roubando 2930 ETH, cometeu um erro fatal ao tentar transferir os fundos via Tornado Cash — clicou em um site de phishing.
O resultado foi previsível: os 2930 ETH foram instantaneamente roubados pelo operador do site de phishing. O que é ainda mais irônico é que o hacker, após o roubo, enviou uma mensagem na blockchain para zkLend, quase suplicando por ajuda para recuperar o dinheiro. Ironicamente, o atacante virou vítima, e esse site de phishing já operava há mais de 5 anos, indicando que não foi apenas um hacker a ser enganado.
Falso morto e “plano de pseudo-morte”: quando o fundador sai com vídeo de despedida
Em maio, o cofundador da Zerebro, Jeffy Yu, transformou sua saída do mercado em uma grande peça absurda. Primeiro, um vídeo dele se suicidando foi divulgado online, levando os internautas a pensarem que era mais uma live de meme para chamar atenção. Mas, na tarde do dia 6, uma captura de tela de um obituário de Jeffy Yu começou a circular, e só então as pessoas relacionaram o vídeo com a notícia de falecimento.
No momento crucial — a moeda meme associada, LLJEFFY, disparou para US$30 milhões de valor de mercado. Mas a história ainda não acabou: na mesma noite, vários KOLs desmentiram a história, e Jeffy Yu enviou cartas aos investidores iniciais admitindo que tudo foi uma “saída de pseudo-morte” cuidadosamente planejada. Seus motivos pareciam sinceros: assédio contínuo de um ex-parceiro, divulgação maliciosa de informações pessoais, ódio na internet — tudo isso serviu de desculpa para sua “saída definitiva”. Ainda mais honesto, ele afirmou na carta que essa era a “única saída para evitar uma queda drástica no preço do projeto”.
Esse episódio criou um novo recorde na história das criptomoedas — a primeira vez que uma “estratégia de pseudo-morte” foi usada. Embora pareça absurdo, a mentalidade do projeto revela uma reflexão importante.
Carteira zerada automaticamente: inatividade prolongada leva a “impostos”
Em junho, a carteira do Bitcoin Lightning Network, Alby, irritou alguns usuários. Eles descobriram que seus saldos estavam sendo deduzidos pela plataforma. Por quê?
Ao consultar os termos de serviço atualizados em março de 2025, a verdade veio à tona: contas antigas criadas até 2023, que utilizam uma arquitetura de carteira compartilhada, podem ter seus saldos totais deduzidos pela Alby se permanecerem inativas por 12 meses consecutivos. Os usuários perceberam que suas “carteiras ociosas” foram zeradas pela plataforma. Essa operação levou o conceito de “taxa de gestão de carteira” ao extremo — não era uma taxa, mas o saque de todo o saldo.
Equívoco com stablecoin: crise de 22 minutos com 300 trilhões de PYUSD
Em outubro, a emissora de stablecoins Paxos protagonizou um grande susto. Eles cometeram um erro ao criar 300 trilhões de PYUSD — o que isso significa? Com uma paridade de 1:1 com o dólar, isso equivale a 300 trilhões de dólares em ativos — mais do que o dobro do PIB de todos os países do mundo.
Felizmente, a equipe da Paxos reagiu rapidamente, destruindo os 300 trilhões de tokens em 22 minutos. Sem essa ação, a confusão poderia ter causado uma explosão no mercado cripto. Esse episódio também revela uma ironia: para “resolver problemas globais de dívida”, às vezes basta um erro operacional e um botão de queima.
Manipulação de mercado e projetos autossuficientes: as velas começam a “desenhar livremente”
No meio do ano, o mercado cripto testemunhou a “arte” dos manipuladores. Quando o trading quantitativo foi “pressionado ao chão”, alguns projetos de altcoins perceberam que podiam desenhar suas próprias velas — gráficos que parecem totalmente fora do padrão de negociação normal, obra dos manipuladores.
Em paralelo, o projeto Eclipse lançou uma “declaração de honestidade”. Com uma história repleta de controvérsias — desde escândalos de assédio até mudanças frequentes na liderança, passando por alegações de que é uma “pesquisa sociológica de 36 meses na Harvard” —, recentemente, na postagem de apresentação do novo projeto ETHGAS, o próprio perfil oficial do Eclipse declarou: “Não temos usuários”. Essa ironia de “honestidade” faz rir e chorar ao mesmo tempo.
Celebridades lançando tokens: o token de Melania no topo do monumento da vergonha
Se as histórias anteriores foram absurdas, o lançamento do token Melania por Melania Trump, no meio da noite, com o mesmo nome, ultrapassou todos os limites de bom senso do mercado cripto. Não foi apenas uma cópia de tendência, mas uma tentativa de desvalorizar toda a indústria.
Dizem que, se houver um monumento à vergonha na indústria de criptomoedas, MELANIA estaria no topo, e esse token se tornaria a própria vergonha do monumento. Essa avaliação pode ser um pouco extrema, mas mostra o quanto a comunidade rejeita esse tipo de “token de celebridade”.
O apocalipse de memes de 2025
Ao revisitar 2025, desde a reversão de identidade de Gabagool até o desaparecimento em massa de fundadores, do hacker contra-atacando ao “pseudo-morte”, esses eventos parecem uma peça de teatro surrealista. Mas, por trás do humor, eles indicam problemas reais do mercado cripto:
falhas na autenticação de identidade, caos na governança, vulnerabilidades na proteção de ativos, manipulação de mercado desenfreada, uso indevido de celebridades. Este ano, o setor cripto nos mostrou, com cada “momento de meme”, o quão louco e frágil esse mercado pode ser.
Se 2025 já acabou oficialmente ou não, esses eventos servirão de alerta para os futuros participantes — neste “cassino” e “parque de diversões” que é esse experimento, histórias ainda mais absurdas do que “o clima quente transformando cold wallets em hot wallets” continuam a acontecer.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Ano de 2025 no mercado de criptomoedas: Anuário das reviravoltas de identidade e eventos absurdos que desafiam a imaginação
Se quisermos descrever o setor de criptomoedas em 2025 com uma palavra, essa é “reversão”. Fundadores ficarão desaparecidos no dia do TGE, hackers serão mortos por suas próprias verbas ilícitas, o detetive on-chain Gabagool passará de caçador de criminosos a ladrão, enquanto toda narrativa absurda indica o quão louco esse mercado pode ser. As histórias que aconteceram neste ano são suficientes para envergonhar qualquer roteirista.
De detetive on-chain a procurado: a reversão de identidade de Gabagool como o maior drama do ano
Em uma conferência presencial em maio, aconteceu a mais surreal “现场认脸” do mundo cripto — o fundador da Aerodrome, Alex Cutler, de repente reconheceu o desenvolvedor chamado proxystudio, que na verdade era o infame detetive on-chain Gabagool.eth de anos atrás.
A história começa em 2022. Na época, Gabagool, ativo na comunidade DeFi, era famoso por suas habilidades de rastreamento on-chain, sendo considerado por muitos projetos como um “inimigo dos hackers”. Mas, ironicamente, esse “justiceiro” usou de sua posição para desviar cerca de 35 mil dólares do wallet do seu próprio time no projeto Velodrome. Após a exposição, Gabagool só conseguiu devolver o dinheiro sob pressão da comunidade e do projeto, mas sua identidade foi gradualmente desaparecendo da vista do público.
O que ninguém imaginava é que esse detetive “reformado” acabaria se tornando o sócio principal do proxystudio — o AI token launcher na Base — até que, na conferência FarCon, uma cena revelou que um antigo caso, há muito esquecido, foi reaberto de uma noite para o dia. A equipe do Clanker reagiu rapidamente, emitindo uma declaração de rompimento de parceria. Essa reviravolta “offline” superou qualquer rastreamento on-chain.
Fundadores desaparecem em massa: do desaparecimento no TGE ao sumiço no Myanmar
Em fevereiro, o projeto DIN deu uma lição à comunidade: o que é “falhar no momento crucial”. No dia do TGE (Token Generation Event), o fundador do projeto, Harold, desapareceu repentinamente, impossibilitando contato com a equipe por horas. Só depois, por meio das redes sociais de Harold, soube-se que ele alegava estar na Birmânia e que havia perdido sua carteira multi-sig e seu laptop.
Mais surreal ainda: apesar do desaparecimento do fundador e da perda da carteira, a equipe do DIN anunciou que o lançamento do token não seria afetado, tendo a aprovação de 2/3 da multi-sig, e seguiria conforme planejado. Essa combinação estranha de “pessoa desaparecida, token lançado” instantaneamente provocou discussões na comunidade — seria uma tragédia real ou uma jogada de marketing cuidadosamente planejada? Independentemente da verdade, esse evento trouxe uma “surpresa” ao projeto, embora mais parecesse uma onda de questionamentos.
Hacker contra-ataca: o estranho desaparecimento de 2930 ETH roubados
Em abril, uma cena de “a mantis captura a cigarra, o predador fica de fora” foi encenada na blockchain. O hacker que atacou zkLend em fevereiro, roubando 2930 ETH, cometeu um erro fatal ao tentar transferir os fundos via Tornado Cash — clicou em um site de phishing.
O resultado foi previsível: os 2930 ETH foram instantaneamente roubados pelo operador do site de phishing. O que é ainda mais irônico é que o hacker, após o roubo, enviou uma mensagem na blockchain para zkLend, quase suplicando por ajuda para recuperar o dinheiro. Ironicamente, o atacante virou vítima, e esse site de phishing já operava há mais de 5 anos, indicando que não foi apenas um hacker a ser enganado.
Falso morto e “plano de pseudo-morte”: quando o fundador sai com vídeo de despedida
Em maio, o cofundador da Zerebro, Jeffy Yu, transformou sua saída do mercado em uma grande peça absurda. Primeiro, um vídeo dele se suicidando foi divulgado online, levando os internautas a pensarem que era mais uma live de meme para chamar atenção. Mas, na tarde do dia 6, uma captura de tela de um obituário de Jeffy Yu começou a circular, e só então as pessoas relacionaram o vídeo com a notícia de falecimento.
No momento crucial — a moeda meme associada, LLJEFFY, disparou para US$30 milhões de valor de mercado. Mas a história ainda não acabou: na mesma noite, vários KOLs desmentiram a história, e Jeffy Yu enviou cartas aos investidores iniciais admitindo que tudo foi uma “saída de pseudo-morte” cuidadosamente planejada. Seus motivos pareciam sinceros: assédio contínuo de um ex-parceiro, divulgação maliciosa de informações pessoais, ódio na internet — tudo isso serviu de desculpa para sua “saída definitiva”. Ainda mais honesto, ele afirmou na carta que essa era a “única saída para evitar uma queda drástica no preço do projeto”.
Esse episódio criou um novo recorde na história das criptomoedas — a primeira vez que uma “estratégia de pseudo-morte” foi usada. Embora pareça absurdo, a mentalidade do projeto revela uma reflexão importante.
Carteira zerada automaticamente: inatividade prolongada leva a “impostos”
Em junho, a carteira do Bitcoin Lightning Network, Alby, irritou alguns usuários. Eles descobriram que seus saldos estavam sendo deduzidos pela plataforma. Por quê?
Ao consultar os termos de serviço atualizados em março de 2025, a verdade veio à tona: contas antigas criadas até 2023, que utilizam uma arquitetura de carteira compartilhada, podem ter seus saldos totais deduzidos pela Alby se permanecerem inativas por 12 meses consecutivos. Os usuários perceberam que suas “carteiras ociosas” foram zeradas pela plataforma. Essa operação levou o conceito de “taxa de gestão de carteira” ao extremo — não era uma taxa, mas o saque de todo o saldo.
Equívoco com stablecoin: crise de 22 minutos com 300 trilhões de PYUSD
Em outubro, a emissora de stablecoins Paxos protagonizou um grande susto. Eles cometeram um erro ao criar 300 trilhões de PYUSD — o que isso significa? Com uma paridade de 1:1 com o dólar, isso equivale a 300 trilhões de dólares em ativos — mais do que o dobro do PIB de todos os países do mundo.
Felizmente, a equipe da Paxos reagiu rapidamente, destruindo os 300 trilhões de tokens em 22 minutos. Sem essa ação, a confusão poderia ter causado uma explosão no mercado cripto. Esse episódio também revela uma ironia: para “resolver problemas globais de dívida”, às vezes basta um erro operacional e um botão de queima.
Manipulação de mercado e projetos autossuficientes: as velas começam a “desenhar livremente”
No meio do ano, o mercado cripto testemunhou a “arte” dos manipuladores. Quando o trading quantitativo foi “pressionado ao chão”, alguns projetos de altcoins perceberam que podiam desenhar suas próprias velas — gráficos que parecem totalmente fora do padrão de negociação normal, obra dos manipuladores.
Em paralelo, o projeto Eclipse lançou uma “declaração de honestidade”. Com uma história repleta de controvérsias — desde escândalos de assédio até mudanças frequentes na liderança, passando por alegações de que é uma “pesquisa sociológica de 36 meses na Harvard” —, recentemente, na postagem de apresentação do novo projeto ETHGAS, o próprio perfil oficial do Eclipse declarou: “Não temos usuários”. Essa ironia de “honestidade” faz rir e chorar ao mesmo tempo.
Celebridades lançando tokens: o token de Melania no topo do monumento da vergonha
Se as histórias anteriores foram absurdas, o lançamento do token Melania por Melania Trump, no meio da noite, com o mesmo nome, ultrapassou todos os limites de bom senso do mercado cripto. Não foi apenas uma cópia de tendência, mas uma tentativa de desvalorizar toda a indústria.
Dizem que, se houver um monumento à vergonha na indústria de criptomoedas, MELANIA estaria no topo, e esse token se tornaria a própria vergonha do monumento. Essa avaliação pode ser um pouco extrema, mas mostra o quanto a comunidade rejeita esse tipo de “token de celebridade”.
O apocalipse de memes de 2025
Ao revisitar 2025, desde a reversão de identidade de Gabagool até o desaparecimento em massa de fundadores, do hacker contra-atacando ao “pseudo-morte”, esses eventos parecem uma peça de teatro surrealista. Mas, por trás do humor, eles indicam problemas reais do mercado cripto:
falhas na autenticação de identidade, caos na governança, vulnerabilidades na proteção de ativos, manipulação de mercado desenfreada, uso indevido de celebridades. Este ano, o setor cripto nos mostrou, com cada “momento de meme”, o quão louco e frágil esse mercado pode ser.
Se 2025 já acabou oficialmente ou não, esses eventos servirão de alerta para os futuros participantes — neste “cassino” e “parque de diversões” que é esse experimento, histórias ainda mais absurdas do que “o clima quente transformando cold wallets em hot wallets” continuam a acontecer.