"A lacuna maior".. Por que é que a economia americana está a divergir do resto?
- Durante muitos anos, falámos das "economias avançadas" como uma entidade que se move em harmonia. Mas os dados recentes do "Financial Times" revelam uma fissura enorme que começou a alargar-se silenciosamente, redesenhando o mapa do poder económico global.
Olhe para o gráfico de produtividade (Productivity). Enquanto a Europa luta para voltar aos níveis pré-crise, a economia americana continua a subir numa trajetória totalmente independente.
A lacuna em "Produto Interno Bruto por hora de trabalho" deixou de ser uma simples margem de erro, tornando-se numa tendência estrutural clara desde 2010, acelerando de forma impressionante após 2020.
Por que é que isto acontece? E por que é que 75% dos economistas prevêem que os EUA irão expandir a sua hegemonia nos próximos anos?
O segredo reside no "triângulo de poder" que os EUA possuem e a que a velha Europa falta: - Liderança em inteligência artificial (AI): A tecnologia hoje não é apenas um setor, mas um "multiplicador de força" (Force Multiplier) para todos os outros setores. Os EUA inovam e desenvolvem, enquanto os outros se ocupam com regulamentação e legislação. - Profundidade dos mercados financeiros: Nos EUA, ideias audazes encontram financiamento imediato graças à liquidez e profundidade do mercado. Em contrapartida, as empresas europeias enfrentam complicações de financiamento e falta de apetite para risco. - Vantagem energética: O custo baixo de energia nos Estados Unidos dá ao seu setor industrial e de serviços uma vantagem competitiva implacável, em comparação com a Europa, que ainda paga uma conta elevada pela sua segurança energética.
As previsões para 2026 indicam um crescimento americano superior a 2%, enquanto o resto (Europa, Reino Unido, Japão) avança lentamente, perto de 1% ou menos. - Resumo para o investidor: Os mercados não mentem. O fluxo contínuo de capitais para ativos americanos não é aleatório, mas uma resposta às diferenças essenciais.
No mundo do investimento, apostar na "eficiência", na "inovação" e na "resiliência" é sempre a aposta mais próxima de vencer. Os EUA hoje não competem com os outros.. competem consigo próprios.
Na sua opinião, será que a Europa ou a China podem reduzir esta lacuna em breve? Ou o comboio já passou? Partilhe a sua opinião nos comentários.
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"A lacuna maior".. Por que é que a economia americana está a divergir do resto?
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Durante muitos anos, falámos das "economias avançadas" como uma entidade que se move em harmonia.
Mas os dados recentes do "Financial Times" revelam uma fissura enorme que começou a alargar-se silenciosamente, redesenhando o mapa do poder económico global.
Olhe para o gráfico de produtividade (Productivity).
Enquanto a Europa luta para voltar aos níveis pré-crise, a economia americana continua a subir numa trajetória totalmente independente.
A lacuna em "Produto Interno Bruto por hora de trabalho" deixou de ser uma simples margem de erro, tornando-se numa tendência estrutural clara desde 2010, acelerando de forma impressionante após 2020.
Por que é que isto acontece?
E por que é que 75% dos economistas prevêem que os EUA irão expandir a sua hegemonia nos próximos anos?
O segredo reside no "triângulo de poder" que os EUA possuem e a que a velha Europa falta:
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Liderança em inteligência artificial (AI):
A tecnologia hoje não é apenas um setor, mas um "multiplicador de força" (Force Multiplier) para todos os outros setores.
Os EUA inovam e desenvolvem, enquanto os outros se ocupam com regulamentação e legislação.
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Profundidade dos mercados financeiros:
Nos EUA, ideias audazes encontram financiamento imediato graças à liquidez e profundidade do mercado. Em contrapartida, as empresas europeias enfrentam complicações de financiamento e falta de apetite para risco.
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Vantagem energética:
O custo baixo de energia nos Estados Unidos dá ao seu setor industrial e de serviços uma vantagem competitiva implacável, em comparação com a Europa, que ainda paga uma conta elevada pela sua segurança energética.
As previsões para 2026 indicam um crescimento americano superior a 2%, enquanto o resto (Europa, Reino Unido, Japão) avança lentamente, perto de 1% ou menos.
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Resumo para o investidor:
Os mercados não mentem. O fluxo contínuo de capitais para ativos americanos não é aleatório, mas uma resposta às diferenças essenciais.
No mundo do investimento, apostar na "eficiência", na "inovação" e na "resiliência" é sempre a aposta mais próxima de vencer. Os EUA hoje não competem com os outros.. competem consigo próprios.
Na sua opinião, será que a Europa ou a China podem reduzir esta lacuna em breve?
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