Evgeny Gaevoy, o visionário por trás da Wintermute, desafiou recentemente a obsessão da indústria em culpar os contratos perpétuos pela disfunção do mercado. O seu argumento vai mais fundo: os defeitos estruturais residem na própria arquitetura das trocas.
Onde Reside o Problema Real
A maioria das trocas centralizadas e pseudo-descentralizadas opera com uma estrutura fundamentalmente falha de três camadas. Elas funcionam simultaneamente como corretores de execução, gerem livros de ordens de limite central (CLOB) e mantêm a custódia dos utilizadores—uma combinação que cria conflitos de interesse inerentes e vulnerabilidades operacionais.
Esta combinação de funções significa que as trocas têm acesso simultâneo ao fluxo de ordens, autoridade de execução e fundos dos utilizadores. Compare isto com as finanças tradicionais: corretores, formadores de mercado e custodiante são entidades estritamente separadas. As barreiras regulatórias e operacionais entre eles existem por uma boa razão.
Por Que as Finanças Tradicionais Estão Certas
A observação de Evgeny Gaevoy aponta para uma perceção crítica: Wall Street descobriu há décadas que concentrar essas funções leva a riscos sistémicos e ineficiências de mercado. Os bancos de investimento não detêm os títulos dos seus clientes. Os corretores não operam a câmara de compensação. Os formadores de mercado operam de forma separada dos locais de execução.
As trocas Web3, por outro lado, muitas vezes colapsaram todas essas funções numa única entidade ou em sistemas pseudo-descentralizados pouco coordenados que ainda concentram funções críticas.
O Caminho a Seguir
Em vez de desenvolver mecânicas melhores para contratos perpétuos, a indústria deve redirecionar o seu foco para redesenhar a infraestrutura das trocas em si. A solução não está em ajustar derivados—é em reimaginar a custódia, execução e formação de mercado como funções distintas e separadas, espelhando os mecanismos de checks and balances que as finanças tradicionais estabeleceram através de uma experiência difícil de conquistar.
A crítica de Evgeny Gaevoy sugere que a Wintermute e a indústria mais ampla precisam de pensar estruturalmente, não mecanicamente.
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O verdadeiro problema não são os contratos perpétuos—é como as exchanges são construídas
Evgeny Gaevoy, o visionário por trás da Wintermute, desafiou recentemente a obsessão da indústria em culpar os contratos perpétuos pela disfunção do mercado. O seu argumento vai mais fundo: os defeitos estruturais residem na própria arquitetura das trocas.
Onde Reside o Problema Real
A maioria das trocas centralizadas e pseudo-descentralizadas opera com uma estrutura fundamentalmente falha de três camadas. Elas funcionam simultaneamente como corretores de execução, gerem livros de ordens de limite central (CLOB) e mantêm a custódia dos utilizadores—uma combinação que cria conflitos de interesse inerentes e vulnerabilidades operacionais.
Esta combinação de funções significa que as trocas têm acesso simultâneo ao fluxo de ordens, autoridade de execução e fundos dos utilizadores. Compare isto com as finanças tradicionais: corretores, formadores de mercado e custodiante são entidades estritamente separadas. As barreiras regulatórias e operacionais entre eles existem por uma boa razão.
Por Que as Finanças Tradicionais Estão Certas
A observação de Evgeny Gaevoy aponta para uma perceção crítica: Wall Street descobriu há décadas que concentrar essas funções leva a riscos sistémicos e ineficiências de mercado. Os bancos de investimento não detêm os títulos dos seus clientes. Os corretores não operam a câmara de compensação. Os formadores de mercado operam de forma separada dos locais de execução.
As trocas Web3, por outro lado, muitas vezes colapsaram todas essas funções numa única entidade ou em sistemas pseudo-descentralizados pouco coordenados que ainda concentram funções críticas.
O Caminho a Seguir
Em vez de desenvolver mecânicas melhores para contratos perpétuos, a indústria deve redirecionar o seu foco para redesenhar a infraestrutura das trocas em si. A solução não está em ajustar derivados—é em reimaginar a custódia, execução e formação de mercado como funções distintas e separadas, espelhando os mecanismos de checks and balances que as finanças tradicionais estabeleceram através de uma experiência difícil de conquistar.
A crítica de Evgeny Gaevoy sugere que a Wintermute e a indústria mais ampla precisam de pensar estruturalmente, não mecanicamente.