O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, articulou recentemente uma tese convincente: a existência do Bitcoin reforça fundamentalmente, em vez de minar, a força do dólar dos EUA. Ao contrário das críticas convencionais que enquadram a criptomoeda como uma substituta do dólar, Armstrong posiciona o Bitcoin como um contrapeso económico—um que cria restrições naturais impulsionadas pelo mercado sobre o excesso fiscal.
O mecanismo funciona de forma simples. Quando governos e bancos centrais perseguem políticas expansionistas sem restrição, o Bitcoin funciona como uma reserva de valor alternativa na qual investidores e instituições podem rotacionar. Essa dinâmica competitiva introduz disciplina nas decisões de política monetária. A mera disponibilidade de um ativo descentralizado, com oferta limitada, como o Bitcoin, força os formuladores de políticas a considerarem as consequências de mercado de uma inflação descontrolada e de gastos em déficit. Se a desvalorização da moeda acelerar além do que os mercados toleram, os fluxos de capital se dirigem para ativos percebidos como mais estáveis—uma realidade que incentiva a prudência fiscal.
O argumento de Armstrong baseia-se numa distinção importante: o Bitcoin não substitui a primazia do dólar no comércio e nas finanças globais. Em vez disso, funciona como um referencial externo—um lembrete perpétuo do que acontece quando a confiança na moeda fiduciária enfraquece. Este mecanismo de pressão incentiva os governos a manterem a credibilidade e o poder de compra que mantêm o dólar dominante no comércio internacional e nas reservas.
Sob esta perspetiva, o Bitcoin e o dólar dos EUA não ocupam posições opostas, mas sim complementares. A existência de uma alternativa credível cria uma pressão de mercado que fortalece o dólar ao forçar o sistema monetário a provar o seu valor. Armstrong sustenta que este ambiente competitivo, em vez de desestabilizar a ordem financeira, promove, em última análise, a moderação necessária para preservar a confiança na moeda de reserva mundial.
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Como o Bitcoin Serve como lastro económico para a estabilidade da moeda dos EUA
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, articulou recentemente uma tese convincente: a existência do Bitcoin reforça fundamentalmente, em vez de minar, a força do dólar dos EUA. Ao contrário das críticas convencionais que enquadram a criptomoeda como uma substituta do dólar, Armstrong posiciona o Bitcoin como um contrapeso económico—um que cria restrições naturais impulsionadas pelo mercado sobre o excesso fiscal.
O mecanismo funciona de forma simples. Quando governos e bancos centrais perseguem políticas expansionistas sem restrição, o Bitcoin funciona como uma reserva de valor alternativa na qual investidores e instituições podem rotacionar. Essa dinâmica competitiva introduz disciplina nas decisões de política monetária. A mera disponibilidade de um ativo descentralizado, com oferta limitada, como o Bitcoin, força os formuladores de políticas a considerarem as consequências de mercado de uma inflação descontrolada e de gastos em déficit. Se a desvalorização da moeda acelerar além do que os mercados toleram, os fluxos de capital se dirigem para ativos percebidos como mais estáveis—uma realidade que incentiva a prudência fiscal.
O argumento de Armstrong baseia-se numa distinção importante: o Bitcoin não substitui a primazia do dólar no comércio e nas finanças globais. Em vez disso, funciona como um referencial externo—um lembrete perpétuo do que acontece quando a confiança na moeda fiduciária enfraquece. Este mecanismo de pressão incentiva os governos a manterem a credibilidade e o poder de compra que mantêm o dólar dominante no comércio internacional e nas reservas.
Sob esta perspetiva, o Bitcoin e o dólar dos EUA não ocupam posições opostas, mas sim complementares. A existência de uma alternativa credível cria uma pressão de mercado que fortalece o dólar ao forçar o sistema monetário a provar o seu valor. Armstrong sustenta que este ambiente competitivo, em vez de desestabilizar a ordem financeira, promove, em última análise, a moderação necessária para preservar a confiança na moeda de reserva mundial.