No avião, ao meu lado, havia uma garota delicada até o fio de cabelo.


Antes da decolagem, ela empurrou a bolsa LV de veludo envelhecido na minha frente e disse:
"Você pode colocá-la lá para mim?"
Eu perguntei: "Você não consegue colocar sozinha?"
Ela me olhou e, com aquele tom de quem acha que tudo é óbvio, respondeu:
"Fiz as unhas, não é muito conveniente."
Eu disse: "Ah, realmente não é conveniente."
Depois, ajudei a colocar a bolsa lá.
Ela nem agradeceu, tirou os fones de ouvido e começou a assistir a uma série.
A comissária trouxe a bandeja de bebidas, ela pediu um suco de laranja, deu uma mordida e disse que estava muito azedo.
Eu disse: "Me dá aqui, estou com sede."
Ela ficou surpresa, entregou o copo para mim.
Depois de beber, comentei que as unhas estavam bem bonitas.
Ela ficou um pouco desconfortável, encolheu o dedo dentro da manga.
Eu disse: "Quando você pediu para eu colocar a bolsa, achei que suas unhas eram de presente para você."
Ela não respondeu e, ao chegar na estação, levantou-se sozinha, puxou a bolsa LV do compartimento de bagagem e não olhou mais para mim.
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