Na noite passada, pedi uma porção de alho-poró assado na barraca de churrasco, o proprietário assava enquanto suspirava dizendo que era sua última noite de funcionamento.


Eu não respondi, ele jogou um pouco de pimenta sobre o alho-poró e murmurou para si mesmo: “Vocês agora usam cupons, essa conta eu te cobro três reais e cinquenta centavos.”
O que ele não disse foi que três reais e cinquenta centavos nem mesmo eram suficientes para comprar um maço de alho-poró fresco na loja de produtos frescos ao lado.
Ele pegou a pimenta que tinha queimado, não comeu, apenas colocou ao lado do prato.
Ao sair, ele moveu a barraca para debaixo do poste de luz, sem energia, mas com luz suficiente para ver claramente o código de pagamento dobrado, onde a última pessoa tinha colocado o dinheiro — era um desenho feito por seu filho, ao lado uma frase torta e irregular:
“O alho-poró do papai ainda não está pronto.”
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