Coinbase, Gemini exchanges sued! New York Attorney General: Involved in illegal sports betting and election betting

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O procurador-geral de Nova York, James, formalizou a acusação contra Coinbase e Gemini, alegando que operaram sem licença, oferecendo aos residentes mercados de previsão relacionados a política e esportes.

A repressão regulatória ataca os gigantes de criptomoedas, Nova York mira no mercado ilegal de apostas

As autoridades regulatórias de Nova York mais uma vez adotam medidas rígidas contra a indústria de criptomoedas. Ontem (21/4), o procurador-geral de Nova York, Letitia James, entrou com uma ação judicial formal contra duas das maiores plataformas de negociação dos EUA, Coinbase e Gemini. A principal acusação nesta ação é que ambas as empresas ofereceram, sem licença adequada, mercados de previsão envolvendo resultados de eleições políticas e eventos esportivos. Assim que a notícia foi divulgada, o mercado reagiu com forte volatilidade, com o preço das ações da Coinbase (NASDAQ: COIN) caindo mais de 7% durante o pregão daquele dia.

Fonte: Google Finance O preço das ações da Coinbase (NASDAQ: COIN) caiu mais de 7% durante o pregão daquele dia

O escritório do procurador-geral afirmou claramente nos documentos judiciais que o funcionamento desses produtos difere essencialmente dos instrumentos financeiros regulamentados, tendo uma lógica mais próxima de jogos de azar não autorizados.

De acordo com a denúncia, o governo de Nova York acredita que essas plataformas, aproveitando sua grande base de usuários e vantagens tecnológicas, burlaram a rígida regulamentação financeira e as leis de jogo do estado. James destacou que essas plataformas embalaram contratos de apostas baseados em resultados de eventos reais como instrumentos financeiros inovadores, atraindo uma grande quantidade de investidores.

No entanto, sob a estrutura legal de Nova York, qualquer atividade que envolva apostas financeiras em eventos futuros deve ser supervisionada diretamente pelo estado e possuir a licença operacional correspondente. As autoridades enfatizam que, independentemente da evolução tecnológica, os operadores devem agir dentro do marco legal, e não usar a descentralização ou inovação financeira como justificativa para operar clandestinamente, como se fosse um cassino dentro de Nova York.

A definição de mercado de previsão gera controvérsia: gestão de risco ou especulação?

O foco desta ação judicial está na classificação dos mercados de previsão. Com o aumento do interesse por eventos políticos e esportivos globais até 2026, esses mercados se tornaram um dos setores mais lucrativos da indústria de criptomoedas. Entre eles, a plataforma de previsão Titan, da Gemini, é apontada como principal impulsionadora dessas atividades ilegais. Os promotores de justiça citaram evidências substanciais nos autos, indicando que os contratos oferecidos por essas plataformas são, na essência, “contratos de eventos” voltados ao futuro, sem funções reais de hedge econômico. A legislação de Nova York classifica esse tipo de local como “Bucket Shops” (casas de apostas ilegais). Essa antiga definição legal foi reativada na era dos ativos digitais, demonstrando a firmeza das autoridades em combater esse tipo de negócio.

  • “Bucket Shops”: referem-se a corretoras desonestas, excessivamente agressivas ou não autorizadas, que usam o capital dos clientes para especular na compra e venda, não executando ordens de clientes conforme as regras, geralmente lucrando com a diferença de preços.

Dados oficiais indicam que o volume de negociações afetado é considerável. Os promotores afirmam que essas duas plataformas permitiram que dezenas de milhares de usuários de Nova York investissem mais de 50 milhões de dólares em apostas em resultados eleitorais e jogos esportivos. Durante a campanha de marketing, essas plataformas tentaram retratar essas apostas como uma “manifestação da inteligência coletiva” ou uma “ferramenta de coleta de informações”, tentando minimizar o aspecto de jogo.

Porém, o escritório do procurador de Nova York acredita que esse modelo de negociação, com baixa transparência e sem mecanismos confiáveis de liquidação, representa um grande risco financeiro para os investidores públicos. Sem auditoria de terceiros ou garantias de pagamento, os investidores, diante de eventos políticos altamente voláteis, dependem quase que exclusivamente dos algoritmos e regras definidos pelas próprias plataformas, o que constitui uma violação grave às normas financeiras.

Lei Martin reforça a linha de frente, limites regulatórios intransponíveis

Nova York é reconhecida como uma das regiões com a regulamentação financeira mais rigorosa nos EUA, graças à Lei Martin (Martin Act), que confere ao procurador-geral amplos poderes para combater fraudes financeiras e operações ilegais. Nesta ação contra Coinbase e Gemini, essa lei volta a ser uma ferramenta central.

James declarou em comunicado que as ações dessas plataformas não apenas enganam os consumidores, mas também prejudicam os esforços de Nova York em manter a integridade do mercado financeiro.

As autoridades regulatórias argumentam que os produtos de mercado de previsão oferecidos por essas plataformas evitam o pagamento de impostos sobre jogos de azar no estado e não cumprem os procedimentos de proteção ao investidor necessários. Essas ações geraram lucros elevados para as plataformas, enquanto transferem riscos sociais e econômicos para os cidadãos comuns e para o governo estadual.

Além das acusações relacionadas a jogos de azar, as autoridades de Nova York também questionam a conformidade dessas empresas. A denúncia aponta que, embora tenham a licença BitLicense para ativos digitais, essa licença cobre apenas custódia e negociação de ativos digitais, não incluindo operações de mercado de previsão de natureza de jogo.

  • As autoridades acreditam que Coinbase e Gemini, antes de lançar esses produtos, não notificaram nem solicitaram aprovação ao Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (DFS), violando claramente os acordos regulatórios existentes.
  • Especialistas jurídicos analisam que a ação de Nova York de processar as duas gigantes visa enviar um sinal claro para toda a indústria: qualquer tentativa de expandir-se na zona cinzenta da legislação tradicional enfrentará uma repressão judicial total. O resultado dessa disputa terá impacto direto na definição e classificação de produtos de criptomoedas nos EUA.

Mudanças no cenário do setor, custos de conformidade podem subir drasticamente

O desenvolvimento dessa ação indica que as plataformas de negociação de criptomoedas estão entrando em uma fase de transformação. Apesar de Coinbase ter buscado diálogo com reguladores, a questão sensível de apostas eleitorais tocou uma linha vermelha para as autoridades.

Com o andamento do processo judicial, as empresas podem enfrentar multas de milhões ou até bilhões de dólares, além de serem obrigadas a encerrar todos os seus mercados de previsão no estado de Nova York. Para plataformas de ativos digitais que buscam diversificar seus negócios, essa é uma derrota significativa. A preocupação dos investidores já se reflete nos preços das ações e no sentimento do mercado, enquanto todos aguardam se essa ação inspirará outros estados a seguir o mesmo caminho.

A longo prazo, esse episódio forçará as plataformas a reavaliar suas estratégias operacionais. No futuro, esses serviços terão que escolher entre “sair completamente do mercado de Nova York” ou “obter licenças formais de jogo”, o que aumentará os custos operacionais e mudará a estrutura competitiva do setor de criptomoedas.

Analistas preveem que, com o avanço da regulamentação, a antiga zona cinzenta entre finanças e jogos de azar desaparecerá. Essa ação judicial, liderada pelo procurador de Nova York, determinará se os mercados de previsão podem se tornar instrumentos financeiros reconhecidos ou se serão completamente excluídos do sistema financeiro legal. Como as empresas de criptomoedas buscam inovação tecnológica, atender às exigências regulatórias cada vez mais precisas será um dos maiores desafios de sobrevivência nos próximos anos.

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