A conta explodiu, e eu fiquei completamente desanimado.


Ao ver que o saldo só dava para uma refeição, decidi desistir de vez: já que tudo deu errado, pelo menos me presenteio uma última vez.
Entrei em uma barraca de mercado noturno escondida em uma viela, o aroma de carvão quente pairava no ar.
Pedi uma porção de cordeiro assado na brasa recém-saído, acompanhado do molho agridoce feito pelo próprio vendedor, a carne crocante por fora e macia por dentro, o molho azedo, picante e um pouco doce, e a cada mordida o aroma se espalhava na boca.
Naquele momento, eu comia com muita intensidade, o suco da carne escorrendo pelos cantos da boca, o picante me fazia respirar fundo, mas era tão prazeroso que não conseguia parar.
A dor de ter explodido a conta, o arrependimento de ter perdido dinheiro, tudo foi temporariamente anestesiado por essa porção de cordeiro fumegante. Depois de terminar, voltei para casa satisfeito, peguei um táxi e dormi imediatamente. Quando acordei, já era dia.
Rapidamente peguei o celular — o saldo nem um centavo tinha sido gasto, e a conta nem foi aberta.
Aquele aroma de cordeiro assado na brasa e o sabor do molho agridoce ainda permaneciam claramente na ponta da língua, como se tivesse acabado de engolir.
Afinal... tudo não passou de um sonho.
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