Nestes últimos dias, quanto mais assisto às opções, mais parecem exposições: o comprador está adquirindo um filtro estético de “possibilidade”, o pouco valor temporal no preço vai se escoando a cada dia, até o dia do vencimento, quando basicamente só resta a “realidade”. Em resumo, se o mercado não sai do lugar, o tempo primeiro te come.



O vendedor, por outro lado, é como o responsável pelo museu que cobra ingresso, esperando que as pessoas venham, mas sem realmente estragar tudo. O valor temporal na maioria das vezes é como alimento para o vendedor, mas quando há uma grande volatilidade, o dinheiro das entradas que ele coletou pode ser devolvido de uma só vez, e ainda assim não ser suficiente. Eu mesmo costumo fazer compras com posições pequenas, se perder, é como uma taxa de aprendizado, pelo menos na cabeça fica mais fácil de aceitar; já a ilusão de que o vendedor “recebe aluguel de forma segura” me assusta um pouco.

Aproveitando, ao observar aquelas discussões sobre Layer2, que comparam TPS, taxas e subsídios, também parecem bastante com o valor temporal das opções: todos competindo pelo “prêmio” da narrativa futura, quem consegue prolongar o tempo, manter a atenção, leva o dinheiro primeiro… De qualquer forma, eu prefiro ir devagar, esperar entender bem antes de agir.
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