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CEO da Circle Diz que Congelamentos do USDC Exigem Ordens Legais, Não Julgamento Privado
O CEO da Circle, Jeremy Allaire, estabeleceu uma linha clara sobre quando a empresa irá, e quando não irá, congelar carteiras USDC. Falando em uma coletiva de imprensa em Seul na segunda-feira, Allaire disse que a Circle não bloqueia carteiras simplesmente porque a pressão pública aumenta online após um hack ou exploração. Segundo ele, a empresa age apenas quando orientada por autoridades policiais ou pelo sistema judiciário, mesmo quando os fundos envolvidos são amplamente considerados ligados a um roubo. A Circle afirma que a autoridade legal, e não a pressão pública, orienta os congelamentos de carteiras As declarações ocorrem enquanto crescem as críticas à forma como a Circle lidou com fundos roubados em recentes exploits de criptomoedas. Essa atenção aumentou após o exploit de aproximadamente $280 milhões na operação Drift no início deste mês, um ataque supostamente ligado a uma operação de engenharia social de longa duração provavelmente conduzida por atores norte-coreanos. A resposta de Allaire foi direta. A Circle, disse ele, tem uma “obrigação de desempenho muito, muito clara sob a lei”, e a empresa segue o estado de direito ao invés de fazer julgamentos discricionários por conta própria. Ele argumentou que dar a uma empresa privada o poder de decidir, caso a caso, quais carteiras devem ser congeladas criaria um problema moral e legal sério. Essa posição pode frustrar alguns usuários, especialmente no setor de criptomoedas, onde a velocidade muitas vezes importa mais do que o processo uma vez que os fundos começam a se mover. Ainda assim, a Circle está claramente tentando se apresentar menos como uma executora ad hoc e mais como uma atuante financeira regulada operando dentro de limites legais definidos. Um futuro refúgio seguro poderia mudar a equação Ao mesmo tempo, Allaire sugeriu que o quadro atual pode não ser suficiente para sempre. Ele disse que a Circle tem trabalhado com autoridades dos EUA envolvidas na elaboração do CLARITY Act e discutido a necessidade de uma proteção legal específica que permitiria a emissores como a Circle tomar ações preventivas em situações extremas. Essa é uma advertência importante. A Circle não está dizendo que nunca desejará a capacidade de intervir mais cedo. Ela está dizendo que esse poder precisa ser explicitamente concedido por lei, e não presumido pela própria empresa. Por ora, a mensagem é bastante clara. Se os usuários quiserem que a Circle congele carteiras preventivamente após hacks, a empresa acredita que essa autoridade precisa vir de legislação, e não de pressão no X.