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#A escalada do impasse nas negociações entre os EUA e o Irão
Negociações entre os EUA e o Irão: um “toma lá dá cá” ao limite em que ninguém cede
Esta peça das negociações entre os EUA e o Irão, recentemente, passou de uma “guerra de desgaste” para uma “fase de confronto aberto”, com o foco em não chegar a acordo, não fazer concessões e aguentar até ao fim — podendo ser considerada a versão internacional do “quem baixa primeiro a cabeça, perde”.
O lado dos EUA veio logo com ameaças fortes: são “últimos avisos” e uma “trégua temporária de 45 dias”. À primeira vista, parece que estão a dar uma margem, mas na prática são tudo condições abusivas: exigir que o Irão suspenda completamente o enriquecimento de urânio, abandonar “por completo” as suas capacidades de mísseis, cortar contactos com aliados regionais e, até, obrigar a que o Estreito de Ormuz seja aberto obedientemente — na essência, é tentar apertar o Irão até o imobilizar de vez.
O Irão também não se fica: em resposta, atira 10 exigências duras, recusa de imediato a trégua temporária e exige o fim permanente do conflito, deixando a sua linha vermelha bem clara. Afinal, o Estreito de Ormuz é o seu trunfo; a capacidade nuclear é a sua garantia de segurança. Querem que o Irão ceda de mão beijada? Nem pensar.
O “toma lá dá cá” dos dois lados dá ainda para rir: o lado dos EUA anda a dizer em voz alta “negociações aprofundadas e com resultados”, mas de seguida ameaça bombardear instalações energéticas; o Irão diz que é apenas “troca de informações”, mas de seguida avança com um confronto duro até ao fim. No meio, os países mediadores andam para aqui e para ali, ocupados, e o resultado é que EUA e Irão continuam a falar cada um à sua maneira, enquanto Israel ainda provoca confusão ao lado, opondo-se firmemente ao cessar-fogo, tornando a situação cada vez mais caótica.
No fundo, este impasse é mesmo uma disputa de braço de ferro entre hegemonia e anti-hegemonia. O lado dos EUA quer forçar o Irão a fazer concessões através de pressão, mas o Irão faz questão de se manter firme para proteger a soberania. Os dois lados agarram-se aos seus cartões e não largam, e quanto mais se fala, mais tudo acaba por ser comunicação sem efeito.
E quanto ao que vem a seguir? Provavelmente, vai continuar o ciclo de “adiar — ameaçar — adiar de novo”, afinal ninguém quer mesmo lutar, mas ninguém quer admitir que perdeu. Este “toma lá dá cá ao limite” deve continuar a ser representado durante muito tempo. #特朗普再下最后通牒