Recentemente, estou a estudar um setor bastante interessante — RWA. Muitas pessoas ainda não têm uma ideia clara do que é o RWA, então vou partir da minha compreensão e fazer uma análise para todos.



RWA, cujo nome completo é Real World Assets, basicamente consiste em transferir ativos do mundo real para a blockchain. Inclui dólares, ouro, imóveis, títulos, seguros, entre outros. Parece algo sem grande novidade, mas os números mostram claramente: o mercado de títulos de rendimento fixo tem um valor de 127 biliões de dólares, o mercado imobiliário global alcança os 362 biliões de dólares, e o ouro está nos 11 biliões de dólares. Enquanto isso, o mercado total de criptomoedas é de apenas 1,1 biliões de dólares, ou seja, apenas um décimo do valor do ouro.

Por isso, acho que a questão “o que é o RWA” é tão importante — se conseguirmos trazer uma pequena parte desses ativos tradicionais para o DeFi, o potencial de crescimento do mercado será enorme.

Atualmente, o RWA na blockchain tem algumas formas principais de aplicação. Primeiro, as stablecoins, como USDT, USDC, que você já deve ter usado; elas são exemplos típicos de RWA. Depois, há os ativos sintéticos, como o Synthetix, que faz um bom trabalho nesse sentido, tokenizando ações, commodities e outros ativos. Além disso, há os protocolos de empréstimo, onde os tomadores podem usar RWA como garantia, e esse setor está a evoluir rapidamente.

Falando de projetos específicos, a MakerDAO é líder neste setor. O volume de negócios de RWA deles já ultrapassa os 680 milhões de dólares, contribuindo com mais de 58% da receita. O que esses números indicam? Que o negócio de RWA já se tornou uma fonte de receita central para eles. Como fazem isso? Principalmente, usando títulos do governo dos EUA, empréstimos bancários e títulos como garantias. Por exemplo, eles colaboraram com o Huntington Valley Bank num projeto de empréstimo de 100 milhões de dólares, e o Société Générale também tomou emprestado 7 milhões de dólares deles. São exemplos reais de parcerias entre instituições financeiras tradicionais e DeFi.

Outro projeto interessante é o Centrifuge, que traz ativos do mundo real através de NFTs, com TVL já superior a 170 milhões de dólares. A lógica deles é que o originador do ativo converte o ativo real em NFT, e depois usa esse NFT como garantia para criar um pool de ativos, onde os investidores podem escolher diferentes tokens de acordo com o seu perfil de risco. Essa abordagem é bastante inovadora.

Claro que o RWA também tem suas limitações. O maior problema é a questão da confiança. Afinal, a liquidação desses ativos ainda precisa acontecer fora da blockchain, dependendo do respaldo de instituições financeiras tradicionais, o que impede que a confiança seja tão alta quanto a de ativos puramente criptográficos. Além disso, isso faz com que a maioria dos projetos de RWA exija a participação de entidades centralizadas, dificultando uma descentralização completa.

Por outro lado, do ponto de vista de oportunidades, o STO (Security Token Offering) sempre foi considerado uma implementação limitada de RWA, sendo uma das poucas formas de tokenização de ativos reconhecidas pelos reguladores. Se o RWA puder aprender com a experiência do STO na adaptação às regulações, poderá abrir um cenário muito maior. Honestamente, se o mercado de criptomoedas conseguir integrar verdadeiramente esses ativos tradicionais, o seu tamanho poderá ser dezenas de vezes maior do que é atualmente, ou até mais.
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