Acabei de ter uma daquelas conversas que me fizeram pensar sobre o quão completamente diferente é o mercado de trabalho para a Geração Z em comparação com o que os nossos pais vivenciaram. Conheces aquela velha história—ir para a universidade, obter um diploma, conseguir um emprego de entrada onde passas dois anos a fazer o trabalho braçal enquanto alguém te ensina o básico? Pois, isso basicamente morreu agora.



Ryan Craig, que escreveu Apprentice Nation, chama-lhe a "lacuna de experiência", e honestamente, a forma como ele a descreve é impressionante. Os empregadores querem que já tenhas feito o trabalho antes de te contratarem para a posição de entrada. Isso não é apenas um dilema de causa e efeito—é um verdadeiro paradoxo que está a transformar a forma como as pessoas devem pensar no arranque da carreira.

A escolha binária não mudou muito, no entanto. Os recém-graduados do ensino secundário ainda enfrentam esta encruzilhada: ficar na sala de aula por mais 2-4 anos, acumular dívidas por um diploma sem garantias de emprego, ou agarrar num emprego no retalho ou na hotelaria que provavelmente não levará a nada economicamente. O que falta é esse meio-termo—o modelo de ganhar e aprender que realmente existe em lugares como o Canadá através da cultura do co-op, mas toda a América do Norte está a dormir sobre isso.

Aqui é que fica interessante com a IA, no entanto. Toda a gente fala em saltar a faculdade e tornar-se eletricista porque "a IA não consegue consertar um tubo." Boa observação. Mas o aviso de Craig é mais inteligente do que isso. A IA não se trata de substituir todos os empregos—é sobre elevar o padrão. O trabalho de entrada costumava ser trabalho braçal, onde aprendias na prática. Agora? As empresas esperam que uses a IA para fazer esse trabalho braçal e passes diretamente para tarefas de maior valor, com clientes e projetos, logo no primeiro dia. Esse é o verdadeiro oxímoro de que ninguém fala.

Então, a Geração Z ainda deve ir para a universidade? A opinião de Craig pode surpreender as pessoas. Se tens recursos—capital social, estabilidade financeira—a universidade ainda funciona, mas só se estiver bem estruturada. O diploma em si já não é o diferencial. O que importa é se o teu curso tem aprendizagem prática integrada, como o co-op. Um diploma prestigiante sem experiência real de trabalho está a tornar-se arriscado.

Se eu der conselhos a alguém a planear os próximos quatro anos, aqui está o que realmente importa: Primeiro, a paixão ainda conta, talvez mais do que nunca. Destacar-se significa fazer algo diferente ou único, não ser um dos 50.000 a seguir o mesmo manual. Segundo, se o dinheiro não estiver disponível para estudos a tempo inteiro, os aprendizados práticos são a melhor opção. Não pagas propinas, não te afogas em dívidas, e, na pior das hipóteses, aprendes alguma coisa e começas de novo. Essa é uma posição muito melhor do que acabar a faculdade sem experiência.

Terceiro, se optares pela universidade, trata o co-op como se fosse a verdadeira educação—porque é. O teu GPA não vai preencher a lacuna de experiência. E, por último, se estás preocupado com a IA, a saúde e as profissões qualificadas são as tuas apostas mais seguras. Qualquer coisa que exija contacto humano direto ou trabalho físico tem resistência.

Mas aqui está a coisa mais importante que Craig enfatiza: não se trata de escolher entre academia ou aprendizagem prática. É sobre te perguntares: "Estou a aprender sobre o trabalho, ou estou a fazer o trabalho de verdade?" Encontra algo que realmente te apaixone, constrói uma verdadeira expertise e uma reputação, e o trabalho virá por acréscimo. Esse é o verdadeiro manual para 2026.
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