Teves, da UBS, vê o ouro potencialmente a atingir $5.000 à medida que a incerteza impulsiona a procura

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À medida que a incerteza macroeconómica continua a aumentar globalmente, os mercados de metais preciosos tornaram-se cada vez mais essenciais para a gestão de carteiras. Segundo uma análise recente de Joni Teves, estratega de metais preciosos na UBS, a atual subida nos preços do ouro reflete uma mudança fundamental na forma como os investidores de todos os segmentos — desde instituições até traders de retalho e bancos centrais — estão posicionando-se face à volatilidade económica. Teves destaca que uma alocação diversificada em ouro representa uma proteção crítica contra riscos sistémicos, com múltiplos participantes do mercado aumentando simultaneamente a sua exposição a ativos dourados.

O que Está Impulsionando a Corrida do Ouro e Além

Teves descreve vários fatores interligados que impulsionam o momentum do ouro. O principal catalisador continua a ser a incerteza macroeconómica, que levou carteiras institucionais e reservas de bancos centrais a deslocar-se para refúgios mais seguros. Esta procura de múltiplos intervenientes — abrangendo grandes investidores institucionais, participantes individuais do mercado e nações soberanas — criou uma pressão de compra sustentada. Segundo as projeções de Teves, o ouro poderá testar o nível psicologicamente significativo de $5.000 por onça durante a primeira metade de 2026, caso as preocupações com a independência do Federal Reserve continuem a escalar. O estratega considera que este marco é alcançável, dadas as dinâmicas geopolíticas e de política monetária atuais.

Prata e Metais Básicos Preparados para Fortalecer

Para além do ouro, Teves identifica um potencial de valorização considerável no complexo de metais preciosos. Os preços da prata estão prontos a beneficiar-se das dinâmicas de alta do ouro, ao mesmo tempo que enfrentam melhorias no seu próprio equilíbrio de oferta e procura, podendo aproximar-se ou ultrapassar o limiar de $100 por onça este ano. Entretanto, o mercado de cobre apresenta restrições de oferta cada vez mais atraentes. Impulsionado pelo aumento da procura de iniciativas de transição energética e desenvolvimento de infraestruturas, a estrutura de oferta e procura do cobre continua a apertar-se, sugerindo uma pressão ascendente nos preços. Esta trajetória reflete a tese mais ampla de Teves de que a incerteza macroeconómica está a remodelar todo o complexo de commodities, não apenas mercados isolados. A convergência de múltiplos fatores otimistas — incerteza política, aceleração da transição energética e tensões geopolíticas — cria um cenário favorável aos metais preciosos e básicos, de acordo com a avaliação do estratega da UBS.

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