A Fraude do Grupo $275M A.K.: Por dentro do esquema do call-center que enganou Marcel Deschamps duas vezes, revelando os métodos usados para enganar vítimas e como as autoridades estão a combater esta atividade criminosa. Descubra os detalhes do esquema, as técnicas de manipulação empregadas e as medidas tomadas para desmantelar a operação. Este artigo oferece uma visão aprofundada sobre uma das maiores fraudes recentes, incluindo entrevistas com especialistas e testemunhos das vítimas.
Quando Marcel Deschamps perdeu $200.000 em criptomoedas, pensou que o seu pesadelo tinha acabado. Só tinha acabado de começar. Uma chamada prometeu recuperação—tudo o que precisava fazer era enviar $3.500 como prova de investimento. Deschamps cumpriu, apenas para perceber que tinha sido vítima novamente da mesma rede criminosa.
Isto não foi um caso isolado. Por trás das cenas, uma operação de fraude de grande escala conhecida como A.K. Group tinha sistematizado a enganação a uma escala industrial, victimando 32.000 pessoas em vários continentes e extraindo $275 milhões através de esquemas coordenados de call-center.
Como Marcel Deschamps se tornou uma vítima dupla
O caso de Marcel Deschamps exemplifica um padrão comum: o esquema de recuperação. Os fraudadores visam vítimas anteriores de criptomoedas com promessas de recuperação de ativos. A premissa é simples, mas eficaz—explorar a desespero. Quando Deschamps percebeu o que tinha acontecido, já tinha transferido dinheiro para uma segunda entidade criminosa.
O golpista identificado como “Mary Roberts” era na verdade Mariam Charchian, uma das principais ganhadoras dentro da hierarquia do A.K. Group. Quando Deschamps a confrontou sobre a fraude, sua resposta foi assustadoramente franca: “Posso enganar quem eu quiser, e não é da sua conta.” Isto não foi uma falha momentânea de julgamento—refletia a cultura operacional de uma organização que tinha normalizado roubos em grande escala.
A operação de fraude sofisticada do A.K. Group
O que distinguia o A.K. Group não era apenas a escala, mas a infraestrutura. Operando a partir da Geórgia, a organização mantinha call-centers equipados com departamentos de RH, sistemas de suporte de TI e software de CRM projetado especificamente para rastrear e gerir vítimas. Isto não era um crime oportunista—era uma fraude sistematizada operando com eficiência corporativa.
Os funcionários do grupo recebiam salários baseados em “conversões” bem-sucedidas (vítimas enganadas), e a hierarquia interna refletia uma estrutura de negócio totalmente funcional. Eles tratavam a sua base de dados de vítimas como um ativo legítimo, completo com métricas de rastreamento e protocolos de acompanhamento.
De identidades ocultas a dados expostos
A exposição da operação ocorreu através de uma violação massiva de dados que revelou a infraestrutura por trás da fraude. Registos internos divulgaram identidades de funcionários, estruturas salariais, comunicações e registros de compras—um rastro digital documentando o roubo sistemático da organização.
Após a violação, a resposta do A.K. Group foi desaparecer. Os locais de escritório ficaram vazios, contas de redes sociais foram apagadas, e a operação sumiu na sombra. As autoridades georgianas reconheceram a situação, mas não tomaram ações visíveis, exemplificando os desafios jurisdicionais que as forças policiais enfrentam ao processar fraudes transnacionais de criptomoedas.
O que isto significa para os investidores em criptomoedas
A experiência de Marcel Deschamps ilustra um princípio de segurança fundamental: promessas de recuperação feitas por chamadas não solicitadas são quase invariavelmente fraudulentas. Serviços legítimos de recuperação não contactam vítimas por chamadas frias. Uma vez que fundos são roubados em transações de criptomoedas, geralmente são irrecuperáveis por canais oficiais—tornando esquemas de recuperação universalmente enganosos.
A escala da operação do A.K. Group—$275 milhões de 32.000 vítimas—demonstram que a fraude em criptomoedas continua altamente lucrativa, incentivando organizações criminosas a continuar a atacar este setor. Até que os quadros regulatórios se reforcem e as forças de lei ganhem capacidades transnacionais, a vigilância dos investidores permanece a principal defesa.
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A Fraude do Grupo $275M A.K.: Por dentro do esquema do call-center que enganou Marcel Deschamps duas vezes, revelando os métodos usados para enganar vítimas e como as autoridades estão a combater esta atividade criminosa. Descubra os detalhes do esquema, as técnicas de manipulação empregadas e as medidas tomadas para desmantelar a operação. Este artigo oferece uma visão aprofundada sobre uma das maiores fraudes recentes, incluindo entrevistas com especialistas e testemunhos das vítimas.
Quando Marcel Deschamps perdeu $200.000 em criptomoedas, pensou que o seu pesadelo tinha acabado. Só tinha acabado de começar. Uma chamada prometeu recuperação—tudo o que precisava fazer era enviar $3.500 como prova de investimento. Deschamps cumpriu, apenas para perceber que tinha sido vítima novamente da mesma rede criminosa.
Isto não foi um caso isolado. Por trás das cenas, uma operação de fraude de grande escala conhecida como A.K. Group tinha sistematizado a enganação a uma escala industrial, victimando 32.000 pessoas em vários continentes e extraindo $275 milhões através de esquemas coordenados de call-center.
Como Marcel Deschamps se tornou uma vítima dupla
O caso de Marcel Deschamps exemplifica um padrão comum: o esquema de recuperação. Os fraudadores visam vítimas anteriores de criptomoedas com promessas de recuperação de ativos. A premissa é simples, mas eficaz—explorar a desespero. Quando Deschamps percebeu o que tinha acontecido, já tinha transferido dinheiro para uma segunda entidade criminosa.
O golpista identificado como “Mary Roberts” era na verdade Mariam Charchian, uma das principais ganhadoras dentro da hierarquia do A.K. Group. Quando Deschamps a confrontou sobre a fraude, sua resposta foi assustadoramente franca: “Posso enganar quem eu quiser, e não é da sua conta.” Isto não foi uma falha momentânea de julgamento—refletia a cultura operacional de uma organização que tinha normalizado roubos em grande escala.
A operação de fraude sofisticada do A.K. Group
O que distinguia o A.K. Group não era apenas a escala, mas a infraestrutura. Operando a partir da Geórgia, a organização mantinha call-centers equipados com departamentos de RH, sistemas de suporte de TI e software de CRM projetado especificamente para rastrear e gerir vítimas. Isto não era um crime oportunista—era uma fraude sistematizada operando com eficiência corporativa.
Os funcionários do grupo recebiam salários baseados em “conversões” bem-sucedidas (vítimas enganadas), e a hierarquia interna refletia uma estrutura de negócio totalmente funcional. Eles tratavam a sua base de dados de vítimas como um ativo legítimo, completo com métricas de rastreamento e protocolos de acompanhamento.
De identidades ocultas a dados expostos
A exposição da operação ocorreu através de uma violação massiva de dados que revelou a infraestrutura por trás da fraude. Registos internos divulgaram identidades de funcionários, estruturas salariais, comunicações e registros de compras—um rastro digital documentando o roubo sistemático da organização.
Após a violação, a resposta do A.K. Group foi desaparecer. Os locais de escritório ficaram vazios, contas de redes sociais foram apagadas, e a operação sumiu na sombra. As autoridades georgianas reconheceram a situação, mas não tomaram ações visíveis, exemplificando os desafios jurisdicionais que as forças policiais enfrentam ao processar fraudes transnacionais de criptomoedas.
O que isto significa para os investidores em criptomoedas
A experiência de Marcel Deschamps ilustra um princípio de segurança fundamental: promessas de recuperação feitas por chamadas não solicitadas são quase invariavelmente fraudulentas. Serviços legítimos de recuperação não contactam vítimas por chamadas frias. Uma vez que fundos são roubados em transações de criptomoedas, geralmente são irrecuperáveis por canais oficiais—tornando esquemas de recuperação universalmente enganosos.
A escala da operação do A.K. Group—$275 milhões de 32.000 vítimas—demonstram que a fraude em criptomoedas continua altamente lucrativa, incentivando organizações criminosas a continuar a atacar este setor. Até que os quadros regulatórios se reforcem e as forças de lei ganhem capacidades transnacionais, a vigilância dos investidores permanece a principal defesa.