Tenho sempre uma inexplicável sensação de medo em relação às cerimónias de Ano Novo, festas e aniversários.



O mundo, com uma espécie de expectativa implícita, faz-me sentir que devo fazer uma declaração sobre as fases passadas da minha vida, como se já não pudesse continuar a viver de forma tão confusa e sem reflexão.

E, ao tentar resumir a minha vida até agora, sinto-me tão cansado: tomei algumas decisões corretas que me encheram de orgulho, e o destino ajudou-me; tomei muitas decisões erradas de que me arrependo, mas aprendi com elas.

A única coisa que não consigo fazer é escrever um resumo completo, pois a glória e a lama do passado têm estado comigo ao longo destes vinte anos de vida, como se fossem sonhos condensados em alguns marcos, que depois se tornam fogos de artifício e trombetas que continuo a lançar em direção ao futuro desconhecido.

Feliz Ano Novo.
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