Lula diz que Bolsonaro cumprirá sentença de prisão ordenada pela justiça

(MENAFN) O Presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva, no domingo, afirmou que o antigo Presidente Jair Bolsonaro irá cumprir o período de prisão imposto pelos tribunais, na sequência da detenção de Bolsonaro pela Federal police apenas alguns dias antes de estar previsto começar a cumprir a sua pena, segundo relatos.

Ao falar aos jornalistas na Cimeira de Líderes do G20, em Joanesburgo, na África do Sul, Lula sublinhou que o processo judicial tinha sido concluído.

“Ele vai cumprir a pena determinada pelo poder judicial, e toda a gente já sabe o que ele fez”, disse Lula. Acrescentou que a condenação de Bolsonaro surgiu após um extenso processo legal.

“Foram feitas investigações que duraram cerca de dois anos e meio, deliberações sobre as acusações e um julgamento. Por outras palavras, o poder judicial tomou a sua decisão, e a decisão é final. Portanto, não tenho mais comentários a acrescentar.”

Lula também respondeu às críticas do Presidente dos EUA, Donald Trump, que descreveu a detenção de Bolsonaro como “uma situação muito má”.

“Bolsonaro tinha o direito à presunção de inocência. Não acho que isso tenha qualquer relação com a situação atual”, afirmou Lula.

“Trump precisa de compreender que somos um país soberano e que as decisões judiciais aqui são tomadas de forma independente. Mantém-se a decisão emitida aqui. Não pretendo comentar a decisão proferida pelo poder judicial.”

De acordo com os relatos, Bolsonaro, que foi Presidente de 2019 a 2023, ficará detido numa cela privada de 12 metros quadrados equipada com uma cama, uma casa de banho, uma janela, uma televisão, ar condicionado e um pequeno frigorífico. Anteriormente, esteve em prisão domiciliária antes de ter sido levado sob custódia para começar a cumprir a sua pena de prisão de 27 anos e 3 meses pelo seu papel numa tentativa falhada de golpe de Estado.

Separadamente, Lula disse que pretende discutir com o Presidente Trump o aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela, citando a maior atividade militar dos EUA no Caribe e sublinhando a importância do envolvimento diplomático para evitar um potencial conflito.

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