Como o banco central vai responder ao aumento dos preços da energia?

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Investing.com - O Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra deverão manter as taxas de juro atuais, ao mesmo tempo que emitem orientações mais “hawkish”, para fazer face à nova vaga de inflação impulsionada pela energia.

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De acordo com a análise mais recente do UBS Group (NYSE:UBS), os decisores políticos estão a centrar a sua atenção no efeito de “segunda ronda” provocado pela subida dos preços dos combustíveis, sobretudo nas expectativas de inflação, e não em reagir aos choques iniciais de preço.

O mercado atualmente espera várias subidas de taxas em 2026, mas os analistas consideram que, para a zona euro e o Reino Unido, uma estratégia mais prudente de “esperar para ver” é mais provável.

Poder orçamental vs. política monetária: atenção

Os bancos centrais estão a fazer a gestão entre a persistência da inflação e a necessidade de evitar um impacto severo no crescimento a médio prazo. O UBS aponta que a inflação mais elevada, por si só, significa um abrandamento da expansão económica; no entanto, devido à expansão fiscal de grande escala, a desaceleração de 2022 provavelmente não se repetirá.

A dimensão desse “poder orçamental” é a maior desde a pandemia: prevê-se que sustente a procura e proteja as principais economias, como a Alemanha, do choque abrangente de uma escalada acentuada nos preços da energia. Assim, o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra poderão continuar a transmitir a postura de que estão prontos para agir a qualquer momento, sem apertar a política demasiado cedo durante um período de abrandamento económico.

A resiliência da economia europeia deve-se também a uma mudança estrutural no consumo de energia. Desde a crise de 2022, os vários setores, através de investimentos substanciais em energia solar, eólica e bombas de calor, conseguiram reduzir parcialmente a dependência do gás natural importado.

Além disso, à medida que os serviços ganham uma maior quota na produção e que os veículos elétricos atualmente representam 20% das novas matrículas de automóveis, a intensidade energética da economia já diminuiu. Estas melhorias de eficiência indicam que, embora a região continue exposta ao risco de uma subida acentuada dos preços nos mercados globais, está agora mais preparada, em comparação com ciclos anteriores, para absorver o choque atual.

Resiliência estratégica e transformação industrial

O foco do mercado concentra-se nos setores da indústria transformadora com menor produtividade; nestes, a produção tem vindo a diminuir, embora o valor acrescentado total global se mantenha relativamente estável. Os investidores acompanham igualmente de perto o prazo final de 6 de abril relacionado com o conflito no Irão, o qual poderá determinar durante quanto tempo se mantém o atual prémio de energia.

Enquanto o efeito de segunda ronda da inflação se mantiver controlável, prevê-se que a estratégia de “manter firme” com postura mais dura continue, proporcionando ao mercado bolsista europeu do primeiro semestre um pano de fundo estável, mas com limites.

Este artigo foi traduzido com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informações, consulte os nossos Termos de Utilização.

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