Preço duplicado! Goldman Sachs: Combustível dispara em partes da Ásia, produtos refinados a subir mais intensamente do que o petróleo bruto

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As turbulências no mercado de energia causadas pela guerra no Médio Oriente estão a impactar o mercado de produtos petrolíferos muito mais do que o próprio petróleo bruto.

De acordo com o mais recente relatório do Goldman Sachs, desde o início do conflito, os preços de produtos refinados como gasóleo e combustível de aviação aumentaram significativamente mais do que o petróleo bruto. Alguns mercados asiáticos viram os preços duplicar, e a Coreia do Sul, após a Tailândia, anunciou restrições na exportação de produtos petrolíferos para garantir o abastecimento interno.

O núcleo desta crise reside na importância estrutural da região do Golfo Pérsico para o sistema global de refinação — uma grande proporção da exportação de petróleo pesado e médio nesta região representa uma parte crucial do fornecimento mundial, sendo que estes tipos de petróleo são essenciais para a produção de gasóleo, querosene de aviação e fuelóleo.

A quase total interrupção do canal de exportação do Estreito de Hormuz não só interrompe o fluxo de petróleo bruto, como também prejudica diretamente a cadeia de abastecimento global de produtos petrolíferos, que depende das refinarias do Médio Oriente.

Segundo um artigo publicado anteriormente pelo Wall Street Journal, a Arábia Saudita reduziu a sua produção de petróleo em cerca de 2 milhões de barris por dia, principalmente de petróleo pesado e médio. Atualmente, a principal via de transporte de petróleo da Arábia Saudita é por oleodutos terrestres que atravessam o Mar Vermelho, mas estes transportam principalmente petróleo leve.

Aumento dos preços de produtos petrolíferos muito superior ao do petróleo bruto

De acordo com os analistas do Goldman Sachs, Yulia Zhestkova Grigsby e Daan Struyven, neste relatório, este conflito no Médio Oriente é o maior impacto registado na história do mercado petrolífero, sendo especialmente evidente no setor de produtos refinados.

Desde o início do conflito entre os EUA e o Irão, o preço do Brent aumentou mais de 40%, ultrapassando os 100 dólares por barril. No entanto, o aumento de preços de vários produtos refinados foi ainda mais expressivo — alguns mercados asiáticos viram os custos de combustíveis duplicar em relação ao período pré-conflito.

Os analistas destacam que, com a grave perturbação no fornecimento de petróleo pesado e médio, a produção de gasóleo, querosene de aviação e fuelóleo deverá diminuir. Estes tipos de petróleo são normalmente utilizados na produção destes produtos de alta procura, mas as fontes alternativas fora do Médio Oriente são extremamente limitadas.

A estrutura de fornecimento do Golfo Pérsico determina a profundidade do impacto

A análise do Goldman Sachs revela as raízes estruturais desta crise. O relatório indica que, aproximadamente 60% do petróleo exportado do Golfo Pérsico é de petróleo pesado e médio, essenciais para a produção de gasóleo, querosene de aviação e fuelóleo, e que a capacidade de fornecimento alternativa fora do Médio Oriente é bastante limitada.

O impacto desta crise é multifacetado:

Quase total paragem das exportações de petróleo bruto e produtos refinados pelo Estreito de Hormuz;

Infraestruturas energéticas regionais sob ataque;

Países produtores de petróleo forçados a reduzir a produção, com algumas refinarias a interromper operações.

Estes fatores combinados criam uma pressão sistémica sobre o abastecimento global de produtos petrolíferos.

Alta dependência de importações na Ásia e Europa, as mais afetadas

Os mercados asiático e europeu, altamente dependentes do fornecimento do Golfo Pérsico, enfrentam o impacto mais direto. Dados do Goldman Sachs indicam que, cerca de 50% do nafta na Ásia vem do Golfo Pérsico, enquanto na Europa aproximadamente 40% do combustível de aviação depende desta região.

O nafta é um subproduto do refino, além de ser uma matéria-prima fundamental para a indústria petroquímica. O Goldman Sachs alerta que esta crise poderá afetar o fornecimento de nafta, ameaçando a estabilidade das cadeias de abastecimento dos fabricantes relacionados. Segundo a Bloomberg, a escassez de nafta já está a causar riscos de perturbações na cadeia de fornecimento no Japão.

A Coreia do Sul seguiu o exemplo da Tailândia, anunciando restrições na exportação de produtos petrolíferos. Estas medidas de controlo de exportações indicam que a escassez de produtos petrolíferos está a espalhar-se por toda a Ásia, afetando de forma substancial o padrão de circulação destes produtos na região.

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