Trump ameaça taxar a UE, regulamentação de criptomoedas trava, Bitcoin despenca no fim de semana abaixo de 92.500 dólares, com liquidação de 7,5 bilhões de dólares em quatro horas, o mercado foca nas oscilações antes da entrada em vigor das tarifas em 1 de fevereiro.
(Antecedentes: Por que Trump insiste em conquistar a Groenlândia? O que essa ilha, 80% coberta de gelo, realmente esconde?)
(Complemento de contexto: Trump declarou que, em fevereiro, aplicará uma tarifa de 10% à Dinamarca e a outros oito países europeus, prometendo “conquistar a Groenlândia” e a União Europeia em resposta)
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Durante a noite de fim de semana, quando a maioria dos traders de Wall Street está de folga e a liquidez é escassa, o Bitcoin (Bitcoin) voltou a registrar uma rápida queda. Na noite do dia 18, horário de Nova York, influenciado pela declaração do presidente Trump de que “se a Dinamarca não vender a Groenlândia, os EUA aplicarão uma tarifa de 10% aos oito países da OTAN”, esse ativo digital caiu de 95.500 dólares para 92.474 dólares em quatro horas, liquidando mais de 7,5 bilhões de dólares em contratos longos. O mercado, sob a sombra de tensões geopolíticas e regulatórias, reavalia suas posições em ativos de risco.
O fim de semana costuma ser o período de menor volume de negociações, e quando os preços não encontram suporte de compras, as oscilações tendem a se amplificar. Na liquidação forçada de 7,5 bilhões de dólares, a maior parte eram posições longas apostando na alta. Tokens principais como (Ether) e Solana também recuaram, indicando que a demanda por refúgio não é um evento isolado, mas uma saída sistêmica de ativos de alta beta.
A faísca veio de uma última advertência de Trump publicada na Truth Social: se a Dinamarca não vender a Groenlândia, os EUA aplicarão uma tarifa de 10% aos aliados da OTAN, incluindo Reino Unido e Alemanha, a partir de 1 de fevereiro de 2026, e, se não houver acordo, o valor subirá para 25% no meio do ano. A ABC News citou oficiais europeus dizendo que essa medida pode levar as relações transatlânticas a uma “espiral perigosa de declínio”. Barreiras comerciais elevam a pressão sobre a liquidez global, levando investidores a buscar ativos tradicionais de refúgio, como o dólar, e o Bitcoin é o primeiro a sofrer.
A geopolítica não é a única pressão. O Comitê do Senado dos EUA para Bancos adiou indefinidamente uma audiência sobre a “Lei de Estrutura do Mercado de Criptomoedas”, enfraquecendo as expectativas de regulamentação clara. Rachael Lucas, analista da BTC Markets, destaca:
“A principal razão para a deterioração do sentimento de mercado é o atraso na aprovação do projeto de lei, levando as instituições a adotarem uma postura de observação.”
A movimentação de fundos também confirma esse ponto de vista: no final de 2025, em dois meses, o fluxo líquido de ETFs de Bitcoin à vista atingiu 4,4 bilhões de dólares, indicando que “dinheiro inteligente” já reduziu posições antecipadamente, preparando o terreno para essa queda abrupta.
Com o preço abaixo da média móvel de 50 semanas, a tendência de alta de médio prazo do Bitcoin está sendo testada. Se a ameaça de tarifas persistir, alguns analistas preveem que o preço pode retornar ao intervalo de 67.000 a 74.000 dólares. No entanto, em comparação com ciclos anteriores, a infraestrutura do mercado está mais madura e a dispersão das posições institucionais é maior, dificultando a confirmação de um “novo inverno cripto”.
No curto prazo, 1 de fevereiro será um ponto de atenção: se os planos tarifários de Trump forem implementados oficialmente ou se as negociações entre EUA e Europa se revertam, isso poderá influenciar o fluxo de capital. Os investidores devem monitorar a liquidez macroeconômica e os avanços regulatórios para avaliar se o Bitcoin conseguirá manter a confiança institucional sob dupla pressão.
A venda que começou na Groenlândia e se espalhou para Wall Street reforça que, embora o Bitcoin seja visto como “ouro digital”, seu preço ainda é fortemente influenciado pela liquidez global e pelas expectativas regulatórias. Nas próximas semanas, se as incertezas persistirem, alta volatilidade provavelmente se tornará a norma.